A tempestade de areia

Os traços estão dançando aprofundado dentro daquela mão. Segurando a própria vida. Um pedaço é despejado, solto navega na submersão calada ondulatória do mar. Contorcendo, acendem as chamas furiosas formar um fogo  incendiando mar. Água tenta conter aquela força que perfurar. É a dor de viver, derrota pesada que desabando em cada movimentação. Virando apenas na esperança de encontrar a cura para aquela tortura.

    Secando absorvendo a vitalidade, alguns vestígios flutuam na água rasa. Uma pele flácida e transparência como um reflexo que vai se apagando. Há uma luz no fundo daquela pele. Camadas que envolvem e esconde sua existência. Um grito dentro é bruto é a fome descomunal devorando sua carne para sobreviver, no ato canibalesco o sangue vital. Gotas são jorradas do sangue escarlate, o pecado. O mar seca subitamente indomado pelo fogo colérico.

    Os lábios rasgados nas fissuras de matar a fome animal. É um leão nascendo dentro de si. Um rugindo agudo que liberar do próprio timbre, um susto inevitável daquela voz. Não é ela, alguém domina, está querendo sair. Sente-se uma poça sob os pés, aquele úmido refresca. Foi aquilo que sobrou do mar. Apenas uma poça jazida no chão, através daquela água conseguia ver sua imagem refletida. Sangrenta, o suor de solidão que escorrer junto com sangue, o pelo encobria o resto do corpo. Uma pelugem farda de cor enferrujada.

    É o inicio da metamorfose, nascem patas firmes nos lugares daquelas mãos e pés frágeis. Com garras ferozes, é a cólera e dor que se distinguem em cada pêlo impregnado por todo o seu corpo. Ela é transfigurada em um leão. É um sacrifício a morte. O leão deixa escapa outro rangido, como se fosse uma canção do nascimento de outra vida. Um novo animal. Subitamente vomita uma gosma acinzentada era aquilo em chamava de alma. Apodrecida na terra seca.

    Em passos fugazes o animal se distancia no horizonte em busca da montanha. Sob outro olhar e cores em que via aquele deserto. Uma tempestade de areia enterra sua alma que ainda vive perdida na secura eterna. As areias que se disseminou foi o que restou de sua vida. Era apenas um grão.

  

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