Do outro lado…

    – Que horas são ? – indagou uma voz no âmago daquele túnel…

    O sol estava se escondendo atrás de nebulosas nuvens, deixando o dia com uma face desvanecida e vazia. Sophie ficou surpresa com a voz que surgirá do outro lado do túnel, aquelas  palavras trouxe recordações num passado em que o tempo não existia, a vida dela se perdia nas profundezas do amor. Algo que não sobrevive sozinho. O vento soprou bruscamente em sua face e fez despertar para aquele presente solitário e sombrio. Como tudo havia acabando fugazmente, quando os olhos abriram se encontrava na realidade efêmera e oscilante. Nunca havia visto essa face rígida e brutal da vida.

    – Que horas são, por favor? – novamente aquela mesma voz.

    Sophie hesitou e depois respondeu incerta: -…Pelo céu deve ser provavelmente 17:00. Mas porquê? Quem é você? Onde dar esse outro lado do túnel. –  Estava se aproximado da voz sentia isso em seu coração. Dentro do túnel estava tudo tenebrosamente e escuro, caminhava no silêncio sob a cegueira dos olhos, que nada viam além do preto que prevalecia no recinto. Aguardava ansiosa as respostas daquele alguém que esperava no outro lado. O único barulho era de sua própria respiração ofegante. Subitamente algo cortou o véu do silêncio:

    – Você sabe quem sou. Sabe o que te esperar aqui do outro lado. O tempo aqui não é definido por números, mas pela palpitarem de sua vida, ou melhor, do seu coração. E pelo visto ainda não sabe o que aconteceu com você. Mas ouça dentro de você, e descubra aquilo que já sabe.

    Sophie fica assustada com as afirmativas daquela voz insólita. E lentamente coloca a mão sob o coração, e de repente descobre que nada palpitava lá dentro, ficou pasma, passou a  mão pelo corpo e a face sentia-se viva… Ainda respirava…Não seria possível, como havia morrido?…O que será que aconteceu?, mas precisava descobrir o resto que estava escondido em seu passado. Alguns flash invade a mente de Sophie e fica perplexa com o rumo das coisas, e finalmente encontrar as respostas que sempre sabia…. Não havia morrido, pelo menos sua vida não, mas o seu corpo. Aquelas palavras brotaram diante dos olhos: “A vida é eterna. Nós seres mortais que mais tarde ou mais cedo, encontrará o outro lado…”

    E lá estava ela caminhando no silêncio do outro lado, e repentinamente percebe que está flutuando. Agora não é mais um ser material. É uma alma. Uma voz que busca o outro lado…. Até que chegou naquele lugar e finalmente compreendeu todos os mistérios. Ali, era o fim, o inicio.O vazio é que preenchia o restos dos seus dias. Aquele era o outro lado do túnel. A passagem do corpo para alma.

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