Os pontos e as reticências

  Em algum lugar, onde o infinito propagava. Estava  pulsando fugazmente O ‘Coração’ confuso e  emotivo, enquanto a ‘Mentalidade’ toda pomposa e racional se perdia na raiva.  Onde a luz é o escuro e o tempo havia suspirado lentamente as horas. Diz uma voz prepotente:

Mentalidade: Sou a palavra que segue sua semântica quando escreve, sou fruto do racional que lidera ao mundo inseto de sentimento. Sou o entendimento e inevitáveis pensamentos. Essencialmente e consciente, a lucidez de viver a realidade e sofrer as migalhas do pão que foram desprezados pelo sentimental coração. Sem mim, não viveriam, apenas sentiriam, esse faíscas de sentimentos que matam. Vivemos nossa ditadura na racionalidade, em busca do antídoto contra suas reticências. Lideramos!!

Após um intervalo o ‘Coração’ ofendido, defende os seus princípios, dizendo numa voz pausada e sensível:

Coração: A vitalidade é pulsante como um sangue de sentimentos que colorem a vida. Sou a voz da verdade, empirismo que bate dentro da quietude, aquele ar que aquece. A racionalidade apenas é um obstáculo que apodrece os conjuntos de reticências que todos buscam. O amor nas águas da felicidade. Para que racionalidade? Porque ser lúcido?Viver nas ondas oníricas que sente a aspiração. Também pinto em palavras que são inatingíveis no irreal. É o bater do âmago do mundo. Sou a libertação dos pensamentos que levam para a manipulação. Não pretendo levá-lo para o abismo, apenas quero amparo de sua solidão, da ausência e quebras as pedras da espera. Na liberdade que logo terão dos pensamentos. Sou os não-pensamentos um elo dos inesperados cabíveis nos buracos esperados. Sou a tinta, onde o pincel é mão do destino.

Mentalidade: Quando asneira mentirosa que encobre esse saco de poesia. Sem escondendo nas próprias palavras, se revela e mostre sua verdadeira face. Não há possibilidade, atrás desses pulsares não há nada. Um vazio esperançoso, sem discernimento lógico que se perdem em ilusões, atraindo almas frágeis aos refúgios que se encontrem em seu baterem. Para que sentir algo que não se vê. O mundo é uma arvore que deve ser podada dessas ilusões, decaído no esquecimento a própria realidade. Despertem dos seus sonhos que nada levará, vamos encarar o real. Apenas isso que existe.

Coração: Deixa-me aflita pela sua ausência de emotividade, como deve ser um sacrifício para ti nunca ter sentido absolutamente nada, ou não ser palavras mastigadas no enorme cuspe que enche o real, que não ultrapassa de outra criação. Tudo no mundo foi criado da escuridão, em cores e luzes distintas para cada olhar dentro de sua essência, exalado pelo coração. Não há salvação isso está explicito, sempre haverão consequências incuráveis que envolve valores que se acorrentam a humanidade. Mas apenas esqueça isso, senão enlouquecerá. Abre as asas para os sentimentos, sente-se brotarem como flores que morrem e renascem aos seus dias. Somos o pintor do próprio quadro, e que cores escolherá para preenchê-lo. Aquela que pulsa o coração?Ou aquele que mutila a mentalidade? A única verdade é aquele que cria no seu coração.

 A ‘Mentalidade’ fica furiosa, demonstra um semblante sombrio

Mentalidade: Que impossibilidade mais tem a encher, num ultimato que soa em palavras exaustivas. Faz de inocentada mais está em supremacia, e controlar mesmo assim. Eu tenho audácia de admitir que sou manipulativa e exerço um absolutismo ditatorial nas vidas, em um mundo relativo. Sou o ponto da origem. Sou o ponto final. Posso às vezes perturbá-lo mais é o caminho mais confiável, quando o coração é perfurado pela realidade. Por isso, a única salvação é temos corações de pedras dentro das rochas reais de uma vida sustentável. Talvez se encontre com um riso de felicidade, mas para que ser feliz já que logo acabará.

Coração: A vida efêmera e volátil. Mas um instante que seja eterno. Como se fosse um vento soprando a eternidade. Sem nenhumas perturbações, ao não se aquela espera que perfurar numa apreensão. Que sempre acaba com selo verdadeiro do alguém que vive ao seu lado. Ou aqueles outros corações que esperam. Logo surgirá nas curvas invisíveis. Um novo mundo em que sentiremos. O âmago do mundo na serenidade eterna das reticências.

Por enquanto convivemos com a colisão entre essas duas forças antagônicas. Entre o ponto e as reticências. Mas sempre esperamos algo além dos que as palavras, os sentidos e os sentimentos podem perceber. O além do mundo. Havia pontos, e as reticências.

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