A via: Dentro de si

     O mundo externo conectou-se dentro daquele interior tão longínquo, estava respirando esperança. Um ar tão puro que invadia os pulmões. Havia despertado quase inteiramente, sabia os segredos proferidos pela vida. Não poderia dizer, tudo fora silenciado pelo coração e mente, que juntos distinguiam aquilo que acreditava como verdade ou mentira, eram dualidades antagônicas, mas isso que faziam a união ainda mais inexplicável. Uma coisa alimentava da própria vida era a morte, dela retirava sua sobrevivência, essa sob-vida que  permeava um ópio. As linhas não eram lineares tudo estavam em círculos.

     Naquele presente tão vivento estava renascendo e fortificando-se o acreditar apenas isso importava, nenhuma força rival poderia exterminar as asas oníricas e ingênuas que propagavam em todos os lados. Havia um destino, não sabia se era nesse que caminhava no momento. Mas sabia que na escuridão das horas a felicidade absorveu inteiramente, fazendo distanciar da indefinida realidade.

     Uma liberdade ambígua escravizava a mente. Diante daqueles olhos via algo além de tudo não havia necessidade de significado, fixa-se momentaneamente em todos os segredos que eram tão profundos que desconhecia quais eram, dos desejos, dos sentimentos, das razões. Todos os  corpos celestes estava dentro de único universo: ela mesma.

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