A guerra das flores

     Estava no silêncio confortante de seus cautelosos momentos. Até que em um súbito instante, houve um grito e a guerra se iniciou. Não sabia quais eram as duas forças que começaram aquela difícil batalha e nem o motivo de tudo aquilo. Apenas sentia aos golpes dados, aos poucos, dentro de emoções soluçantes.

     Precisava se concentrar e compreender aquela maresia que se transformou em um furacão e roubou sua alma , desmascaradamente, sem nenhuma piedade ou, ao menos, um pouco de dignidade. Estava decaindo em uma nova era que desconhecia os resultados de seus sonhos e seus objetivos.

     O que poderia fazer para acabar com aquela luta consigo mesma? Onde guardou seu amor? Onde exatamente vivia? Talvez, perdida dentro de seu próprio vulto? O que significa aquela guerra? As respostas eram doloridas, apenas sentia que a pureza de sua essência salvaria daquele caos. Quem poderia se arriscar para buscá-la daquele breu? Daquilo tinha exatidão. Ninguém.

     “Foi para o ninguém que guardei o meu amor. Porque até chegar o alguém não sofro a dor da espera. As minhas únicas expectativas são em ter guerras maiores para me aprimorar como ser soluçante e transformador. “

     A guerra silenciou. Agora era primavera. Será que alguém dará uma pétala da paz? Tanto faz. Não espera mais nada. Além do seu próprio grito. É o início da guerra das flores…

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