Olhares lares dos espelhos

     No começo era apenas um simples olhar. Estava sozinha a espreita de metamorfoses cutâneas. Nada de aflição. Somente seu ar poderia dizer o que estava no meio do caminho.

     Atrás de algumas horas incontáveis. Encontrou outro olhar que sorriu cautelosamente. Um breve ímpeto. Por que os fatos estão ligeiramente escondidos na visão de encontrar e perder? Mas naquele momento, apenas encontrou risos contemplativos. Aquelas palavras vistas eram vestidas de poesia do tempo.

     Os olhos se aproximaram como o rio em busca de uma cachoeira. Naquelas águas, suplicou algumas reflexões.

     O tempo piscou…

     Quando os olhares se encontram nada mais se moveu. Apenas aqueles dois viciosos seres que flutuavam no tempo. Nas circunstâncias temporais, o que poderia decidir? O impacto ainda era maior do que seu ato de respirar. Tudo se tornou reverente em simples e imagéticos momentos.

     Ao contemplar rápidas e significativas palavras, não teria uma decisão concreta. Porque seu abstrato estava tão profundamente tocado por cada vivência em relâmpagos cristalinos. Sentia que as cores estavam descrevendo e nivelando seus acordes mais inéditos possíveis.

     Desta vez, sentia um querer atômico de ser guiada pela verdade de cada gotícula sentimental e emotiva. Não deixaria nenhum sorriso rancoroso transplantar sua felicidade energética nas cinzas do “a-tempo”.

     Uma hesitação é melhor forma de palpitar suas vívidas decisões. Aquele ato de respirar. Era para sentir e absorver a pureza daqueles ares que ressurgiam, sucessivamente, nos seus estalos matutinos, tardios e noturnos. Iminência de uma surpresa. Mas a necessidade da espera é mais para alimentar e reestruturar seus olhares francos intensivamente leves.

     Aquele compasso acelerado, estava “vivi-fincando” tudo aquilo que tinha mais do que o ineditismo. Verdade. Sintonia. Liberdade de viver a alma dos fatos e atos.

     Não precisava de promessas e juramentos. Não precisava de sentimentos rotulados. Não precisava de falsas cortesias e etiquetas. Não. Não. Não…

     Necessitava de verdade “sincera”. Necessitava de sentimentos que dignificasse e humanizasse todos os seus olhares tanto tempestuosos quanto frescos.

     O alguém continuou olhando, serenamente, para aquele novo trajeto. Será que ela resolveria seguir em frente? Talvez. Isso depende do amanhã.

     Quando o amanhã chegou. A vida se re-significou, porque…

     Olhou em volta. Sua felicidade foi refletida.

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