Metades inteiras

Na peneira do existir
estava caindo
debaixo da chuva.
E
de frente com uma
palavra incontável.
Se a cada momento
não se renovar:
– Eu explodirei…
Direi que sou apenas:
– Uma metade por inteiro.
um fragmento sem
uma completude.
Momentos incabíveis
naquilo que se vive.
A soltura de ver aquela
gota à gota.
Chuva.
Desliza e seca uma saudade.
Embaçado era seu olhar.
Miragem sem escombros,
sem conflitos, sem vitórias,
O sem dos seres…
“Imodalidade” que vento move
E
gira por meio de sua:
meio voz, meio olhar, meio sentir…
Aquelas metades eram completas
entre si.
Quando elas se perdiam,
estavam se escondendo da verdade.
Quando elas sabiam a verdade,
estavam embrulhando o destino.
Quando elas respiravam sua paixão,
estavam revelando sua completude.
A finitude do início é assim
que uma gota desce.
Caiu. Transformou- se em
uma prosa em versos desiguais.
Porque o limite de criar é mesmo
que se vive na soltura de…
Descolar suas metonímias
em metáforas caladas.

Anúncios

Deixe sua opinião

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s