Vilarejo da redescoberta

     A pulsão do beijo é muito maior do que qualquer escrita. Mas provida de uma ousadia incomum, ela entrelaçava na palavra como sua melhor confidente.

    Estaria novamente perdendo o controle de sua sanidade. Improvável. Poderia deixa-la na loucura mais lúcida ou em uma sanidade mais delirante. Qual escolha poderia escavar dentro de si? Se havia profundidade, estava muito longe do seu núcleo. Ou sempre viveu naqueles enlaço, mas só naquele instante percebeu o doce agudo da descoberta.

     Estaria descalça perante aos seus sonhos “intrajados”, não precisava omitir mais a sua sensação pontiaguda que fazia as curvas em uma única direção.

     Era de tudo aquilo que merecia lembrar. Quando a memória via apenas para o momento presente, nenhum dêitico é suficiente de sentir o realístico calor a dois. Estadia do encontro. Marca de batom descolada da alma, esfregou sua intranquilidade e despertou para sua nova vida. Vida nova.

     O desmembrar de uma curva partida e se encurvou em uma reta. Desfigurou um olhar sem cor. Não precisaria contemplar mais nada que não sentia. Porque o seu aqui estava perto demais para recuar. Jamais. Nunca.

     Queria continuar. Foi inteiramente engolida pelas sutilezas daquele mesmo sorriso que crescia em sua janela. Não pretendia sair de casa, porque queria vislumbrar as tonalidades de uma realidade real.

     ” A minha alma foi embriagada de um vento silencioso que conquistou os meus dias.”

     A linguagem audaciosa de breves atos temporais ecoaram no centro existencial da inexistência. Pois o fato de existir dependia da mutação racional. E aquilo de fato era uma expressão em “despalavras”. Era mais autêntico do que o próprio silêncio.

     Quando descobriu seu manto inseguro de medos. Soltou suas sombras ensolaradas e deixou elas refletirem dentro de si.

     Dentro de nós havia um lugar sem nome. Mas. A partir daí, construiu des-sentido. Recriou todos os seus olhares, sorrisos no delírio de uma sanidade que se refugiava nas partículas do hoje.

     Estava sendo sugada pelo vínculo aromatizante do ar. Ali poderia ser nós.

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