A sapatilha e o silêncio 

As pontas sumiram daqueles pés saltitas. A luz “felicitante” que liderava foi substituída pelos rasgos de um sonho interrompido novamente. Ninguém compreendia a necessidade. Ninguém absorvia a importância. Todos voltados para si só. Apenas um. Apenas uma partícula amena sem sentido despreza em abrigo isolado sem saltos ou piruetas. As sapatilhas serão lembradas dentro do silêncio. Na curvatura de uma imensa conquista, o despertar da renúncia desabrigada. Congela. Suspira o ar seco sem saber ainda a resposta…

Entre os dedos, sob os dedos. A desistência daquele sonho antigo de quando era criança de ser uma bailarina. Não haverá mais saltos, nem piruetas, nem muito menos um coração dançante. Haverá apenas a esperança de um dia em que poderá retornar a essa vida. Olhos viram seus pés e dentro dele constroem as suas curvas. 

Dentro daquele silêncio e nas pontas dos pés, ela transformou sua descrença em esperança do retorno do badalar e o pulsar dos passos. 

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