A guerra das flores

     Estava no silêncio confortante de seus cautelosos momentos. Até que em um súbito instante, houve um grito e a guerra se iniciou. Não sabia quais eram as duas forças que começaram aquela difícil batalha e nem o motivo de tudo aquilo. Apenas sentia aos golpes dados, aos poucos, dentro de emoções soluçantes.

     Precisava se concentrar e compreender aquela maresia que se transformou em um furacão e roubou sua alma , desmascaradamente, sem nenhuma piedade ou, ao menos, um pouco de dignidade. Estava decaindo em uma nova era que desconhecia os resultados de seus sonhos e seus objetivos.

     O que poderia fazer para acabar com aquela luta consigo mesma? Onde guardou seu amor? Onde exatamente vivia? Talvez, perdida dentro de seu próprio vulto? O que significa aquela guerra? As respostas eram doloridas, apenas sentia que a pureza de sua essência salvaria daquele caos. Quem poderia se arriscar para buscá-la daquele breu? Daquilo tinha exatidão. Ninguém.

     “Foi para o ninguém que guardei o meu amor. Porque até chegar o alguém não sofro a dor da espera. As minhas únicas expectativas são em ter guerras maiores para me aprimorar como ser soluçante e transformador. “

     A guerra silenciou. Agora era primavera. Será que alguém dará uma pétala da paz? Tanto faz. Não espera mais nada. Além do seu próprio grito. É o início da guerra das flores…

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O silêncio das flores

      Quando estava completa consigo mesma, nenhum grito inescrupuloso poderia deixa-lá atormentada. Naquele ritmo de palpitações que realizava, lentamente, em sua vida não seria desposta para se desviar da verdade. Naquele lugar colorido como um sorriso solitário de felicidade, não sentia preocupada com mais nenhuma asneira. Estava realmente em paz dentro de si e com as desumanizações alheias. As flores, especialmente as tulipas, não guardam significados universais da utopia de um amor verdadeiro. Aquelas pequenas pétalas constituem simples plantas e não correspondem nada além disso, principalmente, quando não existe e nunca houve absolutamente nada em supostos relacionamentos.

      Naquela luz ofuscada pelo mensagem sem relevância havia notoriamente mais um desengano deteriorado pelo peso da consciência. As luzes noturnas daquele dia,  bem sabe que nada daquilo mudaria sua concepções das pequenez das coisas e das farsas bruscas. O seu espírito humano e singelo ao refletir sobre as situações da vida estavam na serenidade dentro de suas felicitações e conquistas. Como uma prece agradece cada dia pelos sofrimentos passados, pois sem esses não haveria nenhuma transformação importante para transgredir e aprimorar  nos caminhos tanto tempestuosos quanto repletos de nuances inesquecíveis que é feita em uma trajetória sozinha.

      As tulipas nada diziam, apenas estava estagnadas e esquecidas como um passado que nunca houve em sua vida. As atitudes não poderiam ser avaliadas como valores simbólicos, aqueles que pensam assim estão enganados, iludidos e cheios de pretensões. Essas ações são realizadas pelo atos humanos de sinceridade que não desassociam da alma íntegra que todos deveríamos ter. A psicopatia nunca foi um problema. Pelo menos são sinceros e admitem seus fracassos. Não saberia dizer e nem explicar por aquelas reflexões estavam completando sua verdadeira essência de ser livre e contestadora como uma ideia. As tulipas são apenas flores que um dia vão morrer como resultado do ciclo da vida. Nunca houve amor nem nas linguagens delas, pois não existem signos linguísticos que consigam transformar o nada em amor.

      “Resigna-se. Esquece-me”

      O brilho da verdade levou suas palavras.

Uma breve declaração

O caos perguntou para nada:

– Sei que você surgiu de algum lugar, que antecede a existência

– …—-!!!!  – replicou o nada com semblante vazio

Naquele sem espaço e atemporal vibravam dores desconhecidas até então. Nesta fase daquela vida o duelo havia começado. Os olhos de fúria do nada por se desejado a custódia da indiferença balanceou a cabeça de maneira nervosa e alerta:

– Gostaria de esclarece uma coisa que ninguém compreendeu.  Todos vocês são uns tolos e imbecis, e muito  mais ainda. Vejam bem a origem da raça humana é devido a minha majestosa grandiosidade e final não poderei revelar uma palavra sequer. Então, por isso peço gentilmente que para de divulgar ladainhas que nunca chegaram a lugar alguma. Chega seus hipócritas das últimas lástimas. Chega!!!

Depois daquelas palavras finais o nada partiu para imenso vazio que devorava a existência humana. Aquela era a mais pura verdade que todos podiam sentir…

Fragmentação de noites claras

….

Nenhum olhar era mais hipnotizante do que sua existência navegante e momentos únicos de um belo sorriso. Neste instante, fecho os olhos e percebe que está vivendo…

…RETALHOS DE UM NOITE COM MUITA LUZ

Esta noite foi feita para gritar nossas ‘desdores’ pois estão sendo devorados pelo nada, para darem lugar um recanto sereno de jatos sentimentos caóticos e inspiradores. Deixe cantar a melodia que fluir dentro do seu ser.
Ela balançou a cabeça com sinal afirmativo e decidiu viver livremente e a parti dali nunca mais sentiu medo da vida…

?HUMANAMENTE ANIMAL ?

Apenas na noite que percebo que a vida está silenciosamente misteriosa. Como várias borboletas que representam a metamorfose da própria existência humana!

! CONDIÇÃO DE VIDA OU VIVA!

Por enquanto, era feliz. Será que este estado sempre viverá no presente ?Como pode uma coisa desta? Sendo que até agora não escrevi nem um verbo no presente. Somente este: Estou viva, isto que importa;

; NO CÉU UM SEGREDO;

Dentro de algo tão escondido que perde suas certezas em algumas corações que ainda fazia parte da lua.

.ABISMO DA VERDADE.

Se meus sonhos não tornam realidade, serei uma pessoa Sonhadora. Enquanto isto, aguardo lentamente ser alguém totalmente Realizada-

— FIM DA GRAMÁTIKA–

O melhor momento de nossa existência quando deparamos com tudo aquilo que vale a pena viver, lutar, superar, entre outros verbos que estão sempre no “infinito”, pois sem eles não há impulsão de vida e os substantivos ficam enfraquecidos por advérbios de negação; os adjetivos passam a descaracterizar tudo; as preposições passam ligar dores e sofrimentos ; as conjunções relacionará derrotas e inseguranças e os artigos não acompanharam mais ninguém e nenhum, assim ficará sozinho e os pronomes não substituirá nada e também se divorciará de todos os nomes.
Só restará apenas uma única interjeição “macunaímizada”:
– Ai, que preguiça!

Assim é o fim das classes gramaticais e classe de vida digna.

(,?~!.)

Dentro do nada

 “Acho que posso afirmar sempre ter suspeitado que o mundo fosse uma farsa barata e tosca, um péssimo disfarce para algo mais profundo….” (Coisas Frágeis)

    Atrás do véu endurecido da farsa, existia o outro mundo. Um lugar onde escondia e sobrevivia a realidade, contra as forças rivais da invenção. Naquele local, a civilização estava crente que viviam seus dias dentro de uma única realidade. Imerso num ambiente sinistro totalmente diferente da matrix, o mundo falso, em que tudo defina-se em projeções manipulada pela mente do criador.

    Ali, a realidade estava por inteiro desnuda, onde todos tinham um objetivo em comum, destruir o mundo falso e proliferar uma nação no mundo real. Mas o que desconheciam era  o verdadeiro significado de realidade. E a pergunta fixa-se ainda sem resposta: “O que é realidade?”. Algo absorvido pelos sentidos, como visão, audição, tato e paladar. Tudo que é sentido define a existência e a realidade?. Não há prova, é incerto uma resposta e continua o mistério. Mas os sentidos são alvos fácies de manipular, e consequentemente inconfiáveis. E a indagação permanece, o real pode ser frequências cerebrais que designam um caminho. Todas as infinidades de respostas têm um ponto em comum: “Todas as coisas reais sempre existiram. Sem princípio. Sem fim. É a eternidade que vive dentro do nada…..”

    O mundo falso continua em ascensão, e perde-se na finitude, onde vivem as criações. Enquanto no mundo real permanece e perpétua dentro do nada. Lá, é onde nasce o silêncio.  

De frente para o nada

Nesse caminho há uma porta e lá dentro…Há…

  Novamente esse sentimento nascente e decadente, que se fixa nas superfícies dos fins dos dias. A submissão perpétua horizonte. Desconheço o que é.  Sei,a penas que o nada me prende. Calo-me. Vivo num silêncio profundo, atraindo energias negativas envolta de mim. O pensamento, a palavra, o sentimento atrai as nuances que colorem em preto e branco alguns dias. Quanta lamentação! mas é preciso descarregar alguns sentimentos que percorre ao meu corpo em palavras, ao invés de descontar injustamente naqueles que amo. Não quero mais ser egoísta, mas aprendi que essa é uma emoção presente e plena dentro dos corações dos seres, desejo desaprender.

    -O que houve com você- diz-me o âmago da mente

    -É o nada mata sempre os meus sonhos. A insegurança a auto piedade. Chega disto determinei. Um círculo caótico que destilam cada minuto transcorrido do meu tempo. Não sei por que utilizo o pronome “meu” para definir algo que nem me pertence. Não faz parte de mim. Onde nele o futuro aproxima-se e está tão incerto, tão longe, tão perto. Perco-me nas direções.

    Aquele som ecoa no silêncio. E numa voz determinada diz:

    – O que tenho para lhe dizer, é aquilo que você mesma saberá quando submergir dentro de sua mente.

    -Mas como faço isso. Às vezes ela tem relapsos difusos de esquecimentos, tênues amnésias. Perdi no tempo. Perdi no espaço. Perdi no agora. Perdi no fôlego.

    -Isso é apenas o começo de viver… – a voz entristecida da mente

    Atrás daquela voz, rompeu um silêncio que finalmente tranquilizou-me. E, quando abrir a porta que estava fechada em minha frente, encontrei-me de frente para o nada. Onde o mundo utópico transformou nessa face indescritível.

     Através da porta havia… O nada….