Fragmentação de noites claras

….

Nenhum olhar era mais hipnotizante do que sua existência navegante e momentos únicos de um belo sorriso. Neste instante, fecho os olhos e percebe que está vivendo…

…RETALHOS DE UM NOITE COM MUITA LUZ

Esta noite foi feita para gritar nossas ‘desdores’ pois estão sendo devorados pelo nada, para darem lugar um recanto sereno de jatos sentimentos caóticos e inspiradores. Deixe cantar a melodia que fluir dentro do seu ser.
Ela balançou a cabeça com sinal afirmativo e decidiu viver livremente e a parti dali nunca mais sentiu medo da vida…

?HUMANAMENTE ANIMAL ?

Apenas na noite que percebo que a vida está silenciosamente misteriosa. Como várias borboletas que representam a metamorfose da própria existência humana!

! CONDIÇÃO DE VIDA OU VIVA!

Por enquanto, era feliz. Será que este estado sempre viverá no presente ?Como pode uma coisa desta? Sendo que até agora não escrevi nem um verbo no presente. Somente este: Estou viva, isto que importa;

; NO CÉU UM SEGREDO;

Dentro de algo tão escondido que perde suas certezas em algumas corações que ainda fazia parte da lua.

.ABISMO DA VERDADE.

Se meus sonhos não tornam realidade, serei uma pessoa Sonhadora. Enquanto isto, aguardo lentamente ser alguém totalmente Realizada-

— FIM DA GRAMÁTIKA–

O melhor momento de nossa existência quando deparamos com tudo aquilo que vale a pena viver, lutar, superar, entre outros verbos que estão sempre no “infinito”, pois sem eles não há impulsão de vida e os substantivos ficam enfraquecidos por advérbios de negação; os adjetivos passam a descaracterizar tudo; as preposições passam ligar dores e sofrimentos ; as conjunções relacionará derrotas e inseguranças e os artigos não acompanharam mais ninguém e nenhum, assim ficará sozinho e os pronomes não substituirá nada e também se divorciará de todos os nomes.
Só restará apenas uma única interjeição “macunaímizada”:
– Ai, que preguiça!

Assim é o fim das classes gramaticais e classe de vida digna.

(,?~!.)

Saída fugaz

“Há felicidade para todos mas não a mesma felicidade para cada um. “ (Assim dizia Zaratustra – Nietzsche)

    O imperativo negativo dominou, corria sem para, não estava fugindo de nada apenas dela mesma. Sua identidade estava sendo roubada, aquele gerúndio foi interrompido por o futuro do pretérito, aquele modo verbal que constituía lentamente. Uma graça invadia as vísceras sólidas, estava numa liberdade semi-condicional, pois dentro dali jazia  o medo que ainda era o maior aliado da insegurança. Essa instabilidade era uma base frágil e invisível que a envolvia. Essa outra face foi ignorada, a voz aguda e grandiosa destilava a integridade que fora injustamente omitida. Todos ali eram artista, aquela cenário atípico e sinuoso fazia parte e completava ou conectava com sua própria melodia interior.

    Tinha certeza era ela mesma, nada impedia essa força devorado. Enquanto sua imaginação recriava velhos e recentes conceitos, flutuava incondicionalmente na sintonia dos pensamentos sentidos. O conhecimento e todas outras  fontes de sabedoria  transmitem são virtudes, não podem ser vista como uma forma maléfica de dominar o mundo e à todos.

    Na transparência da vida líquida estava escrito nitidamente, a expressão mediante ao conceito da felicidade segundo o filósofo Kant: “É um ideal não da razão, mas da imaginação.”

Pulsações anoitecidas do silêncio

     Dentro de algum lugar naquela escuridão, haviam palavras preste para serem ditas. Aqueles átomos de vocábulos, estavam construindo um grande corpo celeste que fixava somente naquele universo. Brilhavam numa sintonia complexa de ser localizada, era conhecido como mundo do silêncio, mas essa ausência de som era sua maior inspiração. Numa quietude que acalentava as negatividades, que às vezes persistiam em renascer e vigorarem. Mas essa terra não estava propícia para o florestamento dessas infelicidades. Após ultrapassar o véu da realidade e enfrentar notou inusitadamente que era belo, majestoso e libertador. Essa impulsão foi conquistada com a força corajosa e esotérica de nascimento desconhecido.

– Sabia que tudo surgiu da escuridão, e nela que esconde a própria eternidade. Pois nunca chegou a ser criada, sempre existiu.

     Essa voz propaga todo o espaço interior daquelas partículas, e dissipa como relâmpago.

– Não é os reflexos dos objetos com influencia formação do ser. Existe uma essência imutável por qualquer coisa, até mesmo o tempo. Essa tênue parte que compõe a identidade.

– Tempo não é dinheiro. Tempo é uma invenção dentro de outra que é viver. Vida é real, mas isso não impede que seja inventada e reinventada.

     Estagnou-se, tudo calou-se. Havia dito que era necessário, retirou tudo aquilo que era mais sincero e puro. Os aforismos cantarolavam suavemente em sua mente. Subitamente, essa outra espécie de silêncio prevalece, ali que estão guardados crescentes e recentes sentimentos profundos. Nenhuma palavra ousaria descrevê-los. Era o não-dito, o não-escrito. Apenas o silêncio que podia fortalecer e eternizar o sentimento mais forte da vida, a alma do coração, a motivação de lutar e o oxigênio puro para os pulmões. Era o (…).

Onde estiveste de noite?

Nas noites encontro minha alma

Tudo agita-se em grandes horizontes de presente-futuro

Não caminho mais no escuro parece que tudo iluminou-se

A vida cantou sua canção peculiar

Encantou-me os ouvidos. Tudo começou a brilhar

Eram apenas breves dizeres

Onde as noites são brancas

Os dias são corridos

O inferno é enterrado

Vivo um grande momento terno

Não quero ilusão

Apenas uma realidade surreal

Um dose de anormal

Sempre a loucura, essa é a cura

Vida, por favor, permita-me a  isso

Nessa plenitude encontrei um sorriso

Esse alguém era a paixão de viver

Ela perguntou-me:

“Onde estiveste de noite?”¹

Ousei a responder:

Ao não-tempo

(…)

“Tudo o que escrevi é verdade e existe. Existe uma mente universal que me guiou. Onde estivestes de noite? Ninguém sabe. Não tentes responder – pelo amor de Deus. Não quero saber da resposta. Adeus. A-Deus.” (Onde estiveste de noite- Clarice Lispector)

Nota: ¹Alusão ao uma obra de contos escrita por Clarice Lispector.

Alma do amanhã

     Atrás daqueles dias finais do mês, como diziam as profecias. O desconhecido abrigaria um lugar onde ninguém ousará ultrapassar. Imersa naquele interior indefinido, repletos de misteriosas e distintas sensações, concedidas por outrem e nascidas dentro de si própria. Desconhecido era o motivo que causavam fuga daqueles olhos, via um horizonte radiar na miragem de um breve futuro. Não era necessário essa visão, pois seu coração tinha uma retina, e nela compartilhava um sentimento indescritível pela palavra, incompreendido pela racionalidade, e libertador pela linguagem das pulsações, como a reciprocidade inesperada de dois desejos unificados. 

     Naqueles passos sem compasso seguia uma sinfonia tão inovadora e esperada, apesar de ser algo epifânico e inusitado. Através do espelho ela vislumbrava aquele adocicado dia dentro de seus círculos constantes de  despertares e vínculos. Finalmente enfrentará o medo, esse tenebroso sentimento que atenuara-se, dando espaço para outras sementes germinarem. Tinha consciência da realidade, mas mesmo assim dava o sacrilégio de sonhar e navegar no úmido da vida. Pois, a alma de viver é sentir, nada mais é capaz de satisfazer com intensidade a misticidade do sabor misterioso que é viver.

     Um presente que vivia aquecido de lembranças recentes, nesse cenário dormia serena. A única ótica que guiava era do coração. Pois, quando o amanhã chega resta lembranças e expectativas de outro amanhã.

     Há coisas são intangível pelas palavras, restando para os sentimentos e suas múltiplas sensações. Que faria dos seus três pontos: O significado da vida. 

Insano prometido

 

“Qu’il ne nous donne rien et qu’il nous promet tout

Parait qu’le bonheur est à portée de main

Alors on tend la main et on se retrouve fou”

“Que não nos dá nada e nos promete tudo

Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,

Então a gente estende a mão e se descobre louco”

     Onde a realidade não atinge, os olhos ler os tracejares das palavras ao infinito:

A insanidade aprisionada na promessa destinada

Nas palavras largadas  nos caminhos

 Sorrisos mascarados ao redor. Passos sozinhos

A consolação na fé no compasso do pé

A dualidade sufocante dos sentimentos e pensamentos

Tentam ultrapassar a barreira do entedimento

A vida é um sopro do momento

É o insano prometido

A promessa que ainda espera

Na esfera cárcere

Um dia talvez possa sentir o frescor

Do beijo suave da amor

Na ausència de pudor

Na revelação da farsa e abstrair a verdade

Em um lugar que não haja saudade daquilo que nunca viveu

Apenas uma sombra saudosa na serenidade eterna

Incerto esse dia, ainda espera….

A chegada retrouve fou

No tempo impuro que se alimenta de tristeza

Não há certeza apenas espera alguma

O selo da promessa secreta 

O coração da verdade

    A vida é vivida pela voz que ecoa no silencio. A quietude é ressonar da vida. Os fatos que ocorrem são marcados nos traços da mão do seu destino… Ou apenas o acreditado. O poder que envolve a misteriosa vida. Enigma seria por não haver definições, algo desconhecido. Que somente o silêncio sabia dentro do coração da verdade.

    A alienação mais terna que encontro-me é no caminho perdido das palavras. E cada dia o mundo encontra-se num sistema injusto e mastigado está lá fora acenando, estendendo a mão na imundice. Aperto aquela mão numa hesitação. Onde tudo aconteceu com o poder das palavras que estão envolvidas num arco brilhante de esperança. Em alguns momentos efêmeros que refletia-se na chuva de minhas lágrimas e no sol do meu coração. O feitiço inacabado das gotas de minha vida. Era uma imensidão interminável.

    As metades encontravam em algum instante da vida. Um breve magia. Por enquanto a resignação se libertar de mim, e meu sentimentos são liderando por esperança, à espera daquele alguém. Mas tudo é efêmero, deixando somente tênues traços de recordações. Não precisava de adeus, apenas o silêncio bastava. Um alívio, no pacto levada pelas palavras. Onde chegará?. A minha conclusão é inconclusiva. Cedo ou tarde, apareceria sua iluminação emanando os feixes de luz em minha escuridão esperançosa, onde a única luz é do coração. Perdidos atrás das reticências, estou à tua busca. Desconhecido apenas sei que é um alguém. Até chegar nesse caminho, a vida enfrentará as  oscilações de minha solidão que canta com alegria. Tem como ser feliz sozinha, na durabilidade limitada.

    No fim daquele dia uma melodia suave toca ao meus ouvidos, um trecho que vale pelo resto que viverei: “Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz sozinho.” Não há vida sem amor e não há amor sem união de dois corações. A verdade era pulsante. Isso já bastava…

A chuva sigilosa da vida

    A chuva umedecia uma inovada fase, que guarda um sorriso feliz e lágrimas de tristeza. Estava renascendo suavemente,  lá fora algumas estrelas brilhavam.E sente-se subitamente em seu peito, como um despertar que abre os olhos que estão nas ondas das imprevisões. É a libertação, saindo lentamente do atormento e submergindo ao desconhecido. Um imenso alivio que sopro os seus lábios. Nada a temer além do que a própria vida e sua ausência de aproveito, todos os instantes está no céu único, onde as estrelas brilham na escuridão solitária da espera. Melinda lê em voz alta, sentido cada letra pinga em seus olhos e lábios, no compasso do coração.

    – “A vida é úmida no meu manto, que guarda o medo e tristeza debaixo do manto da ressurreição eufórica. Escrevo por não me conter, preciso marcam como uma imortalidade dessa momentaneidade…Caímos sem pára, numa constância que se oscilam dentro da espera.  A esperança do coração que bate o sangue do amor…”

    As gotas pingam sob o telhado, a distancia que colidia a realidade, estava presa nela, mas o seu refúgio é entra no mundo perdido em sonhos. Os sonhos que às vezes tinha de olhos abertos. Vivia realidade em cima do sonho, feito pelo futuro. Desconhecido seria aquele caminho…Estava de olhos abertos, sonhando.Enquanto a chuva caía.

    Na lagoa rasa estavam borbulhando as palavras que logo seriam pescadas. Às vezes saiam do coração umedecidas pelos não-pensamentos, ou submersos na mentalidade. Todos navegavam nas águas vitalizas. Esperando serem pescados.

    “Então escreve é o modo de quem tem a palavra como isca:  a palavra pescando  que não é palavra. Quando essa não –palavra- a entrelinha morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se –ia com alivio jogar a palavra fora aí cessa analogia: a não palavra ao morder a isca, incorporou-a. O que salva é escreve distraidamente.” – Clarice Lispector  (Água viva)