Será que todos tem direito à vida?

O sol iluminou aquele lugar

Eles eram únicos que sabiam amar,

eram desprovido de racionalidade e,

mas isso que trazia sua total liberdade.

Isto que era dignidade…

No entanto, os malfeitores tinham uma meta…

Acabar com toda aquela felicidade,

Depois de uma enorme carnificina

Daquele momento em diante o sol não raiava mais.

A noite prevalece como silêncio assombroso,

Os seres humanos conseguiam mais uma vez,

extinguirem todos os animais, talvez..

Eles renasçam e nos ensinam a viver dignamente

TODOS TEM DIREITO À VIDA DIGNA!!!

No entanto, isto não se aplica..

As galinhas gorduchas, as majestosas vacas e bois

Coloridas e esbeltas araras, capivaras e  outros pássaros e animais,

que viviam depois da morte,

onde não havia outro norte

Além de amar perpetuamente…

O moinho dos ELLES

    LIV

LIVRE

LIBERAL

LIBERDADE

LIBERTÁRIO

LIBERALISMO

LIVREMENTE

LIV                LIV

  LIV            LIV

     LIV   LIV

A própria LIBERDADE,

é uma prisão,

Aquilo que todos procurarão

Mas ninguém é capaz de viver:

O cárcere de ser LIVRE…

LIBER                                          LIBERT

  LIBERDA                          LIBERTA

   LIBERDADE            LIBERTÁRIO

É equação não tem mais fim:

(…)

Soneto da Fidelidade

Vinícius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

                                

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento

 

E assim, quando mais tarde procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa me dizer do amor(que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


Onde estiveste de noite?

Nas noites encontro minha alma

Tudo agita-se em grandes horizontes de presente-futuro

Não caminho mais no escuro parece que tudo iluminou-se

A vida cantou sua canção peculiar

Encantou-me os ouvidos. Tudo começou a brilhar

Eram apenas breves dizeres

Onde as noites são brancas

Os dias são corridos

O inferno é enterrado

Vivo um grande momento terno

Não quero ilusão

Apenas uma realidade surreal

Um dose de anormal

Sempre a loucura, essa é a cura

Vida, por favor, permita-me a  isso

Nessa plenitude encontrei um sorriso

Esse alguém era a paixão de viver

Ela perguntou-me:

“Onde estiveste de noite?”¹

Ousei a responder:

Ao não-tempo

(…)

“Tudo o que escrevi é verdade e existe. Existe uma mente universal que me guiou. Onde estivestes de noite? Ninguém sabe. Não tentes responder – pelo amor de Deus. Não quero saber da resposta. Adeus. A-Deus.” (Onde estiveste de noite- Clarice Lispector)

Nota: ¹Alusão ao uma obra de contos escrita por Clarice Lispector.

Expectativa

Flora Figueiredo (Chão de Vento)

O vento anda ficando mentiroso:

prometeu trazer você- não trouxe,

de dizer o porquê – não disse;

esperou que eu me distraísse, 

passou com pressa rumo ao horizonte, 

Já não tem importância 

que cometa outra vez 

um ato de inconstância 

Aprendi a esperar. 

Se ventos são capazes de levar embora, 

a qualquer hora 

também serão capazes de fazer voltar.

O neologismo da despedida

Parceria com D.C

Toda vez em que algo inesperado vem visitar.

Sinto um olhar sincero e penetrante

Que submerge o meu consciente.

São as palavras que moldam e desenha

A verdadeira face desnudada da realidade

Que intriga e deixa curiosidades

Com momentos oportunos de sonhos e verdades.

Talvez encontre no meio dessas grandezas as minhas vozes de saudades…

Até angustias algozes…

Agora sou uma mentira ferida do ontem.

Perco-me no tempo. Ainda não sei que direção percorrer.

Até o dia que morrer, ou talvez esquecer daquele nome…

Que me torna prisioneiro dos sorrisos riscados na lembrança

Fugindo na estrada do tempo

Em busca do lugar livre de esperança

Intoleravelmente, viverei a realidade brutal

No despertar súbito como uma criança

Que acorda de um de sonho

Enfrentarei o pesadelo.

Sem nenhum tipo de aversão e resistência

Tudo isso compõe minha emoção.

Seguir meu caminho através do pulsar do coração

E sabedoria da mente. Mesmo que ela mente.

Essa mentira é lira da minha verdade

Essa é minha identidade, sem piedade.

Adeus, saudade. Vivo o presente.

Enquanto lá fora um grito alto estridente.

Chama novamente aquele nome. sem motivo

Não importa ainda vivo. Mesmo que seja esquecido por este.

O neologismo despede-se

Estou na liberdade, ali reencontro a minha felicidade.

A realidade das coisas

Onde foi que o amor morreu?

Mas como pode ter morrido se ainda não nasceu 

A alma humana é muito impura e bruta 

Para ter esse sentimento que seria a cura

Não existe amor 

Esse é nossa maior dor

Os iludidos acreditam e ainda subestimam

Podem ficar nisso, pois nada disso mais acredito 

Enquanto tudo for dito

Continuo sozinha ao meu caminho perdido 

Não há mais perigo

Estou sendo engolida pelo próprio grito 

Um som estridente na noite tão demente 

Todos mentem, pois estão ainda de olhos fechados 

Quando despertarem estarão lado à lado 

Da inexistência da vida digna, do amor e da eternidade 

Para nós humanos só restou o infortúnio 

Talvez no fim do túnel encontre alguma coisa 

Algum lugar, longe daqui…

Longe da realidade

Ninguém é capaz de leva-me para lá

O muro

Tudo que os olhos refletem 

                                  Nesses caminhos que se seguem 

Cada um dentro de sua verdade 

                                                                      Será isso uma identidade?. Talvez leve para felicidade 

Todos induzindo ao vários pontos em conexão

Entre a vida e morte                                                                                                                                                   Entre positivo e negativo 

 Fico no intermédio

         Desconheço o remédio 

                                   Em cima do muro 

                                             Depois tudo fica escuro 

                                                       Causa-me um acalentamento

                                                                  O entendimento e sentimento da noite 

                          O mundo silencia                                                                          

Juntamente com meus:temores e dores                                                  

                                  Em cores sombrias que pintava minha alma                                                

Isso está dentro de mim                                                                                            

A essência é imutável                                                                                                        

Não importa a determinação                                                                                                           

Isso está dentro e não há mudança                                                                                                             

 Que inglória!, preciso de libertação                                                                                                               

E listra minha própria história                                                                                                                        

(…)

O mundo dos sonhos

Parceira com Emerson Soares…

É possível ter uma vida e 36 Desejos

Quero nesses devaneios conquistar todos os meus anseios

Através dos passeios dessa estrada

Em cada  beijos de felicidade

Talvez viver a eternidade

Torna-se minha identidade imortal

Quero ser o anormal….

Sem a existência de bem ou mal

Ou viver duas vidas com 72 desejos

Duplicando o mesmo eu

Constituído vários pedaços

Em meios dos abraços daquilo que busco

Cada parte sussurra uma arte

De nuances e contrastes febris

Logo é mês de abril…Estarei em marte

O mundo dos meus sonhos

Nada de olhos de olhos tristonhos

Ainda tenho desejos pelos seus segredos

Onde que estão todas as suas palavras. Não encontro!

Que diziam o resto de minha vida

Parece que é a despedida

Caminho tão perdida em ilusões

E fico esquecida pela própria voz

O que será de nós?  Se não fosse a arte de ser feliz

Tudo que sempre quis

Um minuto de tranquilidade

E aproveitar a eternidade…

Com toda liberdade

Acho que está chegando ao fim da nossa história

Acabou sem vitória

Quanta inglória,

A única coisa que resta é esperar

E saciar meus outros desejos

E conseguir viver três vidas e seus 108 desejos.

Onde que chegarei?

Imersa ao infinito

Perco-me no abismo dos anseios

Nada faço além de tentar acabar com essa a sede insaciável

Que liderar dentro do ar instável

É o fim….Perco-me dentro de mim

Voltou novamente no mundo dos sonhos

Ao anoitecer…

A revelação é o pacto

Dito pelas estrelas no eco silencioso

Um ar anoitecido no compasso fluido lavava o corpo

Passos da noite que se encontrar em devaneios

Estava se repartindo ao meio

Um pedaço no pulsar do coração

 Um traço do destino em sua mão

A risca do pressagio do passado

As estrelas que guardam a existência com um brilhar

Apenas um piscar estava desvanecendo

Descendo para a estrada invisível

O olhar anoitecido não conseguia ver

Ao anoitecer se encontrava no abrigo tímido da inspiração

Uma gota úmida lembrada do dia que se escorre

A infinidade era úmida…

Apenas um momento sumia

O vento abafado do quarto que aloja os anseios

Nos passeios do silêncio

Insano prometido

 

“Qu’il ne nous donne rien et qu’il nous promet tout

Parait qu’le bonheur est à portée de main

Alors on tend la main et on se retrouve fou”

“Que não nos dá nada e nos promete tudo

Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,

Então a gente estende a mão e se descobre louco”

     Onde a realidade não atinge, os olhos ler os tracejares das palavras ao infinito:

A insanidade aprisionada na promessa destinada

Nas palavras largadas  nos caminhos

 Sorrisos mascarados ao redor. Passos sozinhos

A consolação na fé no compasso do pé

A dualidade sufocante dos sentimentos e pensamentos

Tentam ultrapassar a barreira do entedimento

A vida é um sopro do momento

É o insano prometido

A promessa que ainda espera

Na esfera cárcere

Um dia talvez possa sentir o frescor

Do beijo suave da amor

Na ausència de pudor

Na revelação da farsa e abstrair a verdade

Em um lugar que não haja saudade daquilo que nunca viveu

Apenas uma sombra saudosa na serenidade eterna

Incerto esse dia, ainda espera….

A chegada retrouve fou

No tempo impuro que se alimenta de tristeza

Não há certeza apenas espera alguma

O selo da promessa secreta 

Ladainha

Poeta brasileiro, Mafra Carbonieri

“Por que a filosofia 

Se temos a publicidade 

Por que a metafísica 

Se nos atrai metempsicose 

Por que o horizonte 

se nos devora a regressão 

Por que a política 

se nos nascemos para demagogia 

Porque a ética 

se nos diverte a demagogia 

Por que a estética

enquanto jogamos bola

Por que a moral

Por falar nisso. Por que a moral.

Por que compromisso. A palavra 

O fio de prumo. A hesitação do gesto 

se nos completa o isgar inclemente

o embriagado rumo o olho funesto

Por que literatura 

Basta a alta-costura. Ficção

com a nua armadura do cio 

Por que a música 

melhor nos serve o grito 

(Jamais lírico ou com brio) 

Um estertor. Uma agonia 

Exame de consciência. Ou tour 

Por que ir ao Louvre 

se já fomos ao Carrefour 

Por que a esperança 

A esperança putrefata e santa 

Dançaremos rock na sua campa 

Por que o epitáfio 

se nada merecemos além da errata .”

Fanatismo

Amando incondicionalmente e além da morte. Florbela Espanca.

Minha alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor à  ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah!  Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

Solitude du silence (Solidão do silêncio)

Um sopro efêmero das palavras

Que pulsam em meu coração solitário

Olhos abertos dispersos dentro de seus momentos

Adormecida no colo da solidão

No silencio palpitado

Sinto a presença desconhecida ao meu lado

O ar puro que respiro

Sob o giro da vida

Solitude são as batidas

Retrove os sentidos inconnu…(desconhecido)

Esse é o sorriso da vie(vida) 

Um risco perdu(perdido) que traça o incerto

La solitude du silence

O destino impreciso da vida

Até chegar a despedida

De minha inda para o além 

Apenas Um…

 

Em todos os cantos há um novo caminho para percorrer 

Fugindo e caindo em vários corações 

Todos encurralam em conflitos e canções 

Um som que traça no vento 

Todos os momentos 

Apenas há um especial 

De todos os amores só há um verdadeiro e leal 

Amar com olhos

Amar com coração

Expresso nos beijos, nos desejos 

Dentro da alma 

Quando adormece acalma 

Ao anoitecer ao lado de alguém que ama 

Há somente um caminho 

Para chegar ao coração escondido…

O tempo…


    O que é isso? Não tem ninguém que o veja. E quem consiga para. É o tempo.. A vida. O silêncio. A morte. Mistério talvez seja a palavras para simbolizar ignorância humana, que vive submersa  em relatividade e ao condicional. Em todos os pedaços há um grito. Em toda palavra há vida, que às vezes morrer depois de lida. As vezes me perco pelo caminho, mas logo encontro uma passagem  para outro lado das palavras….Ou o não-caminho

O que é o tempo?

Quem me diz

O que será?

Onde está o alguém para me explicar?

A insolidez é que quando penso

E depois esqueço. Que não há fim

 Somente de mim e outros 

De seres que anseiam demais

Para uma realidade incabível de cada utopia

O tempo humano é perecível

A gasta cada dia um pedaço de sua vida 

Amar

Carlos Drummond  de Andrade 

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de  amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, 
e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Quando as palavras se delimitam ao silêncio

 Enquanto espero sua presença

 Só sentido a ausência

Das palavras-sentidas

Aquelas que nunca foram escritas, lidas ou escolhidas

Onde não há saída, apenas escrevendo

As não-palavras caladas Sentadas em seus cômodos

 Que se despedem

 Até mesmo o silêncio diz adeus

Em um lugar chegarão

Estou indo até onde me levarem

E chegar ao inevitável. Onde elas param

 E onde continuam

 Na margem dos pontos…