O silêncio das flores

      Quando estava completa consigo mesma, nenhum grito inescrupuloso poderia deixa-lá atormentada. Naquele ritmo de palpitações que realizava, lentamente, em sua vida não seria desposta para se desviar da verdade. Naquele lugar colorido como um sorriso solitário de felicidade, não sentia preocupada com mais nenhuma asneira. Estava realmente em paz dentro de si e com as desumanizações alheias. As flores, especialmente as tulipas, não guardam significados universais da utopia de um amor verdadeiro. Aquelas pequenas pétalas constituem simples plantas e não correspondem nada além disso, principalmente, quando não existe e nunca houve absolutamente nada em supostos relacionamentos.

      Naquela luz ofuscada pelo mensagem sem relevância havia notoriamente mais um desengano deteriorado pelo peso da consciência. As luzes noturnas daquele dia,  bem sabe que nada daquilo mudaria sua concepções das pequenez das coisas e das farsas bruscas. O seu espírito humano e singelo ao refletir sobre as situações da vida estavam na serenidade dentro de suas felicitações e conquistas. Como uma prece agradece cada dia pelos sofrimentos passados, pois sem esses não haveria nenhuma transformação importante para transgredir e aprimorar  nos caminhos tanto tempestuosos quanto repletos de nuances inesquecíveis que é feita em uma trajetória sozinha.

      As tulipas nada diziam, apenas estava estagnadas e esquecidas como um passado que nunca houve em sua vida. As atitudes não poderiam ser avaliadas como valores simbólicos, aqueles que pensam assim estão enganados, iludidos e cheios de pretensões. Essas ações são realizadas pelo atos humanos de sinceridade que não desassociam da alma íntegra que todos deveríamos ter. A psicopatia nunca foi um problema. Pelo menos são sinceros e admitem seus fracassos. Não saberia dizer e nem explicar por aquelas reflexões estavam completando sua verdadeira essência de ser livre e contestadora como uma ideia. As tulipas são apenas flores que um dia vão morrer como resultado do ciclo da vida. Nunca houve amor nem nas linguagens delas, pois não existem signos linguísticos que consigam transformar o nada em amor.

      “Resigna-se. Esquece-me”

      O brilho da verdade levou suas palavras.

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O estalar da liberdade

      A libertação é coisa mais sincera que teve durante anos. Como poderia sentir algo tão intenso e puro. As pulsações daquela noite se exprimiam em breves melodias que destinavam um novo futuro. As margens de suas conquistas estavam logo ali, em um arco-íris próximo esperava um sorriso mais verdadeiro que poderia estalar na sua face que estava  escurecida pela lua de segredos.

      Todos os espaços haviam uma questão esperançosa que exalava como uma essência forte e digna: “Um dia serei amada? Meus sonhos serão passageiros como nuvens ou eternos como o infinito”. Aquelas reflexões ficaram fincados dentro do seu peito remoendo até o dia nascer. Chegou ao ponto final da sua liberdade e sabia que desse jeito seria mais feliz.

O despertar

“Deixa me ir preciso andar…”

        Tudo havia morria, ainda bem que nem senti mais dor. Que alívio a verdade venho à tona, não será mais fantoche de ninguém. Sabia de sua a humanidade e dignidade manteria até o fim daquele marcha turbulenta. Tantas juras de amor e ideologias falsas que contornava algo que nunca existiu. Naquela chuva escorria tudo que nuca sentiu, e saberia que jamais deixaria levar por ladainhas de desamores usados sem consciência.

      Todos sabem mentir e vivem disso o escárnio da própria vida. Quanta hipocrisia e falácia de doutrinas impraticáveis. O sentido se transformou em liberdade plena e sua alma nunca esteve tão límpida de áurea humanística e vívida. O passado nunca pertenceu aquele coração, nunca houve nada. Apenas ilusão e breves lamentos de momentos dispersos.

      Naquele grande vale encontrou suas verdadeiras esperanças de reconstruir uma nova história mais digna de ser vívida. Não lamenta nada mais, o sorriso marcou nitidamente em seu rosto. Sua verdade pura era própria certeza que tinha caráter e fidelidade.

      A margem levou tudo que nunca existiu e o sol esplandeceu um novo amanhã. De que cor seria sua vida a partir de agora ?