A eternidade esperançosa e efêmera

Uma aflição saudável transpirava pelo eco desconhecido daquele futuro. O medo estava se ofuscando e cada suspiro se perdia novamente. Tinha uma decisão selada dentro de seu coração,pois estava preparada para todos os feitiços que dariam apenas para uma ilusão sangrenta. Estava com sua proteção dentro de si e a cada passo e respiração exalavam o seu desejo maior de ser feliz e de um dia sentir as sutilezas do amor.
As suas esperanças eram maiores do que poderia medir e calcular a sua área ou perímetro , estava também além daquilo conhecido como eternidade. Porque sabia que isso era apenas uma margem do que havia de gigantesco. Ainda não tinha acesso a essa grandeza, porém essa força a embalava como um velcro prometido.
Estava a deriva das formações de palavras que se misturava em composições ou derivações em que ambos buscavam o mesmo e radiante rumo em que estava próximo demais de seus olhos e longe demais de seus medos. Não se importava o que sofreria nos anos futuro ou no seu presente, apenas considerava uma coisa que sua vida dependia de suas esperanças e seus mais incrédulos sonhos os quais se confundiam com o brilho eterno da realidade que saltava das veias daquelas palavras.
Naquele instante, queria mais do que grandes ondas marítimas, gostaria de sentir o sabor desconhecido anoitecido pela verdade imortal que liderava todas as formas sensitivas.
Naquele noite, não deixaria novamente seus receios e preocupações cruzarem e destruirem sua história, estava pronta para grita a sua emancipação, porque todos mereciam ser felizes por mais nebulosas que fosse as suas almas. Pois dentro existiam as substâncias que conduziam ao estado de graça.
Lentamente, aguardava ansiosa esse período tão sublime e efêmero. Por mais veloz que fosse não se entristecia com fim, porque era uma efemeridade eterna.
Uma ave parou sobre o asfalto úmido e formou uma curva parecida com sua alma. Faltava apenas uma parte…