Parte II- Vida líquida: O Castelo da infinidade

Sempre quando acordo, uma lembrança doce e sutil resplandece na memória do coração.

     Aquela razão emotiva compunha toda sintonia daquela vida tão plena e íntegra-“O que provocava um sorriso todos os momentos até de agonia e tristeza que, às vezes perpassava com suas trevas e sombras nivelando com sua degradação?” – Um objeto profere numa voz autoritária num timbre rígido e rancoroso.

     Atrás daquele véu podia enxergar a cegueira que era amar, que não era um simples um verbo intransitivo. Aliás, ao contrário, sua vitalidade dependia necessariamente do outro ser, para conectarem a alma naquele coração esperançoso e frágil. Estava correndo perigosamente por diversos caminhos que eram traçando no momento, a vida está em constante progresso. O gerúndio é magia terna de cada sorriso. Caminhando, sentindo, amando, tocando, beijando, entrelaçando, aos poucos transformando apenas em um ser mútuo.

    Um breve instante, sentia que estava entrando num lugar proibido e tão intenso que nem a pupila do tempo conseguiu conduzir os compassos frenéticos e profundos que eram pulsados.-” Qual era a verdade que destilava dentro daqueles corações ingênuos e repletos de desejos ardentes?”- Por que estava tão próximos do ato mortal? –Aquele último suspiro de prazer que rasgou o silêncio da noite tão inspiradora e acalentadora, estava sentindo o aquoso que escorria por toda parte do corpo, principalmente dos olhos que refletiam mais do que amor.– Sim, existia algo que ultrapassa o amor, conhecido como  Além do amor-  Dentro daquela imensidão não existia impossibilidade.

     O encantamento foi pactuado quando viram que dentro do íris havia alma de cada um(…) Como Castelo que surgir nas rochas, nada era impossível por mais fantástico que seja. Estavam em pirineus, estavam no Além do Amor…O infinito são as ondas que perpassam…


(PS: Como poderia acabar uma história infinita, que ainda está propagando na luz mais pura do que botão de flor. Além da vida, existia também Além do Amor. Apenas eles tinham ousadia de declarar para si o que escondiam suas almas.)