O amargo da realidade – Livro: “O despenhadeiro”, de Fernando Vallejo

 

     O despenhadeiro passa sob o plano de fundo devastado da Columbia da metade do século XX, o escritor e cineasta Fernando Vallejo, constrói uma autobiografia distinta que desconfigura e designa entre a realidade memorável e a fantasia delirante.

     Numa narrativa contínua, não possui nenhum capítulo, o narrador-personagem é a voz da própria dor, da agonia, do sofrimento expressada através da ironia.
O livro tem sabor amargo do sarcasmo e cor de cinza perante uma esperança sem luz.

    “O táxi ia se afastando, afastando, afastando, afastando, afastando, deixando para trás, um passado perdido, uma vida desperdiçada, bem país aos pedaços, um mundo enlouquecido, sem que se predesse ver nada pela frente, nem dos lados, nada nem atrás nada indo em direção ao sem sentido, e sobre a paisagem invisível e sobre aquilo que se chama de alma de coração chorava: chorava gordas lágrimas, a chuva.” (Pg.169)

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