Imaginação& Realidade: Às vezes é tarde demais para separá-las – “A menina que não sabia ler”, de John Harding


“Era fantástico demais para qualquer um que não tivesse imaginação”

     Uma história que traça o poder da mente, fatos imagináveis que desfiguraram a realidade. No final do século XIX, vivem nas redondezas de uma mansão distante e misteriosa, Florence e Giles. Os meios-irmãos transcorrem o tempo em aventuras propaganda pelo poder da imaginação. Florence é proibida pelo tio, dono da mansão, a magia da leitura. Mas nada disso impede que possa frequenta a biblioteca ilegalmente, despertando cada vez mais o gosto pela sabedoria no gélido das palavras.

      “Eu me enfiava na biblioteca, enterrando-me naquele coração frio que mais e mais se transformava em meu verdadeiro lar.”

     O esconderijo de Florence são as palavras, transfigurando sua mente e estimulando a criatividade. Uma vida na plenitude secreta. Com a volta do seu irmão, e a morte enigmática da preceptora, Sra Whitaker, e a chegada da Sra Taylor, nova preceptora. A vida da jovem Florence muda completamente, e sua alma guarda remorso e culpa pelo acidente que acometeu a preceptora. Onde nada faz sentido, numa instigante suspense do começo ao fim. Até serem revelando as verdadeiras intenções tardiamente.

     Qual é o perigo que corre Giles com presença da Sra. Taylor¿ Florence é capaz de tudo para salva-los, mas o que não podia esperar que foi instrumento da própria imaginação. Onde uma foto muda totalmente a perspectiva dos fatos. No lugar onde o amor se confunde em ódio e realidade em ficção.

     “Mas agora era tarde demais e disse a mim mesma para esquecer, pois era apenas minha imaginação, cansada além do suportável. Vendo coisas que não existiam.”

     Como identificar realidade da criação. Sendo que ambas existem dentro da mentalidade de alguém. A distância tênue que separam são a mesma que une. E quando ocorre a união é tarde demais para separá-las e reverter suas consequências. Uma história que termina em reticências na qual o leitor traça o seu próprio final deixado nas entrelinhas.Escolha o seu fim.
Em algum lugar perto das palavras existia:

A IMAGINAÇÃO…ERA
“(…)Uma gralha preta no meio da neve branca.”

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