O amanhã nas cores prometidas – “Rumo ao Farol”, de Vírginia Woolf

(…)

“Tudo efêmero como um arco-íris.”

    “-E claro que amanhã fará um dia bonito…”

A janela…

    “Vida é árdua os fatos inflexíveis e que a passagem para a terra fabulosa onda nossa esperança mais brilhante se extinguem e nossas frágeis criticas malogram na escuridão.”

    As horas que transcorriam eram destiladas em instante e submergia ao mar, sob as vozes que aclamava as palavras . Como se estivesse liberto para atravessar os momentos e sentir o único  momento de felicidade. Na busca de difundir somente um ser .“Qual artifício para conseguir formar indissoluvelmente um único ser.” Chegar ao inatingível invisível para os outros.     Ao vínculo que se consagrava com seu amor. “E ele segurou sua mão levou-a aos lábios e beijou com uma intensidade que lhe provocou lagrimas nos olhos.” Vivendo sob essa abstração que envolvia como uma névoa do passado dentro de si.

O tempo passa…

    “- Bem , podemos espera só o futuro pode dizer …”
Com sopro suave do vento levando o tempo junto, deixando os vestígios do passado junto com a promessa que não foi cumprida, dispersada nas ruínas de lembranças. A passagem constante se movimentava nas curvas das palavras, criada para definir algo cabível nos intervalos veloz do tempo,  encaminhado para eternidade. Na ausência de uma morte súbita, um pedaço do passado que se vai ao desconhecido. Ofuscado pela imprevisão do futuro que continha uma resposta. Um selo de uma promessa.

Farol…

    “O sentido da vida? A grande revelação nunca chegou.”
    “Era total invenção.”

    Os passos mergulham na quietude daquele mar, pintados em contraste de cores a promessa que se cumpria. “A pousar na tela a cor vermelha, o cinza, moldam seu caminho por entre o vazio que encontrava ali.” Ao retorna de volta para o passado que pintava no agora daquele presente, o elo que interligava com o futuro e o passado.

    “Pois todo mundo parecia ter-se dissolvido há essa hora matutina numa poça de pensamento, numa profunda enseada de realidade…Nada permanece, tudo muda..”

    A estagnação nas ondas distante da praia. Um olhar anoitecido que piscava, num alcancem iluminado do Farol.Nas águas que transcorria as vidas dentro das profundezas, presos às ancoras da morte. “O Farol se tornava quase invisível dissipando numa nevoa azulada.”

    “Olhou os degraus: estavam vazios, olhou a tela: estava indefinida.” Um risco tênue ao centro da sua visão. Apenas uma linha.

    Uma narrativa de introspecção aos traços psicológicos e misteriosos dos personagens. Numa distância de tempos que se escorria na esperança erguida pelo o amanhã inexistente. Uma promessa nos vestígios do passado para seguir. Naquele amanhã nas cores prometidas rumo ao farol. Um reflexo da própria vida. As palavras se perdiam nas nevoas de um mistério escrito, naquele apenas. Das reticências….

(…)

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