“Meu coração não se cansa”

Quando tempo congela verdades impactantes, uma lágrima é guardada dentro de sua reluzente esperança. Estava escorrendo suavemente. Estava com uma respiração receosa em que se afogava aos poucos,  pois estava apenas no seu estar (verbo de ligação que conectada toda a sua vida). Aquele estado tão insolente e decrépito que esmagava o resto de suas tristezas. Não teria significações para sentir infeliz, porque tudo acontecia inversamente, somente uma coisa a incomodava. Sabia que isso era pior do que silêncio sem despedida. Por que as gotas daquela chuva ainda a afetava?

Entretanto, tinha uma grandiosidade dentro dela o qual tinha certeza que sua dignidade é maior do que qualquer decepção das pétalas escarlate da vida. Neste presente, viveria o lado mais sábio que era ser feliz dentro de seus sonhos iluminados.

A chuva suspirou e ela respondeu:
-“Meu coração não se cansa.” – fechou os olhos e vislumbrou seu sorriso na janela embaçada.

Ela é feliz e sabe que sonhar antecede o seu viver.

O Desconhecido Esconderijo dos não-escritos

     Quanto tempo estava desejando declarar os passos de meus pensamentos e sentimentos que oscilam na claridade escura de cada compasso. Todavia, a felicidade é tão plena e digna que não há necessidade de divagações. Porque esse sentir é maior do que poderia escrever em linhas retas. Porque cada certeza é ressaltada em uma melodia encantada com a realidade. Porque o ser é muito mais digno do que simplesmente ter. Além de outros porquês.

     Não quero justificações, apenas transmitir para quem me ler a alegria cantante que se expressa a cada tropeços de sintonia escrita e aquelas não-escrita. Pois estou cada vez mais próximo desse esconderijo. Até então desconhecido…

     Dentro cada vez mais profundo estavam algumas expressões tão inovadoras que caminhavam num desejo único de marcar sua história. No entanto, alguma coisa não permitia e elas permaneciam em silêncio, escutando as batidas velozes de cada suspiro….

     Tudo que sentia estava além de qualquer expressão palavreada. Estava dentro daquele nós tão vivamente humano.

O “não” era uma vez


     Era uma vez uma sociedade injusta, e existem desde da pré-história, nenhuma civilização até agora não tinha consciência de sua própria interdependência, e também fazem parte de um tempo cíclico. O período temporal pode dividir em : “tentativa de nascimento; crescimento, envelhecimento e morte, e vida novamente”. Sem para, algo contínuo. No floresce daqueles campos havia “0 incorrespondente” , o destino da fuga. Mas aqueles olhos podiam enxergar outras leituras, talvez uma utopia, onde residia a esperança de amores que complete e pactua o elo da integridade da vida, aquele lugar que chama-se: Nenhum lugar.

“tinha uma pedra no meio do caminho

No meio do caminho tinha….

U

M

A

Quadrilha

João que amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém,

João foi para o Estado Unidos, Teresa foi para o convento,

Raimundo morreu no desastre e Maria ficou para tia;

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que nem havia entrado na história

A

FESTApagou

C

Agora, JOSÉ?

B

A   O S P O V O

G     LUZ

O      M

R       Iu

A, V

O

C

Ê?

Quadrilha da Sujeira

João joga um palitinho de sorvete na
rua de Teresa que joga uma latinha de
refrigerante na rua de Raimundo que
joga um saquinho plástico na rua de
Joaquim que joga uma garrafinha
velha na rua de Lili.

Lili joga um pedacinho de isopor na
rua de João que joga uma embalagenzinha
de não sei o que na rua de Teresa que
joga um lencinho de papel na rua de
Raimundo que joga uma tampinha de
refrigerante na rua de Joaquim que joga
um papelzinho de bala na rua de J. Pinto
Fernandes que ainda nem tinha
entrado na história.

Q U E  PODE

UMA CRIATURA SENÃO,

ENTRE CRIATURAS, AMAR ?

M

A

R  A  N O S S A  F A L T A

,  R  O  M  A   E D  A  M  S  E  M

N  A

S E C U R A    N O S S A,

A M A R  A  À G U A  I M P L ì C I T A,

E  O

B  E I J O

T Á C I T O, E  A S E D E  I N F I N I T A

…. Flor da Idade

Carlos amava Dora, que amava Lia, que amava Léa,

Que amava Paulo, que amava Juca, que amava Dora, que amava   Carlos amava Dora, que amava a vida, que amava Dico,

Que amava Rita, que amava Dico, que amava Rita, que amava

Carlos amava Dora, que amava Pedro, que amava tanto,

Que amava a filha que amava Carlos, que amava Dora,

Que amava toda a quadrilha

Que amava toda a quadrilha

Que amava toda a quadrilha

Berr…bum, bumbum, bum.

Ssi…bum, papapa bum, bumm

                   Zazzzau…dum, bum, bumbumbum

Prã, prã, prã…ra, hã-hã, aa…

Hahol..

 

“o ser não tem necessidade do nada para se conceber … mas, ao contrário, o nada que não é só poderia ter unia existência emprestada: é do ser que toma o seu ser (…) o desaparecimento total do ser não seria o advento do reino do não-ser, ao contrário, seria o desaparecimento concomitante do nada: só há não-ser na superfície do ser.”

O S  E  R OU NÂO S E R, EIS A  Q U ES T Â O.

     Referência: Carlos Drummond de Andrade (No meio do caminho tinha uma pedra,Quadrilha, E agora, José? eAmar)  Ricardo Azevedo(Quadrilha da sujeira) e Chico Buarque(Flor da Idade), Poema Dadaísta de Apud Gilberto Mendonça, Joan Paul Sartre e William Shakespeare.