Metamorfose silenciosa das camélias

     Algumas partes se desfragmentaram como se tivesse um propósito particular e secreto para se cumprir. Dentro de sua mente, vivia aquela névoa de realidade, no entanto, será que universo seria produto de seu subconsciente que ficava cada vez mais inacreditável. Desse modo, escondia-se de maneira imperceptível à simplicidade do olhar que, às vezes, refletia uma realidade momentânea, mas sempre retornava a sua origem que era aquela uto-realidade.

     A memória naquele instante foi substituída pela amnésia de ramos de sofrimentos em que tudo que esmagava seu coração se transformou no próprio vazio. Dentro de lá, só existia o eco silencioso de algo que nunca mais perturbará a imagem de si mesma.

     Naquela floresta, as árvores despediam de uma era antiga e festejavam sutilmente o nascimento de novas formas puras de vida que perfuravam o solo endurecido. Ao lado de uma formosa e resistente camélia havia um lago esverdeado pelo musgo do esquecimento e ela se aproximou para observá-lo de perto, todavia quando percebeu não existia nenhuma forma de seu reflexo. Primeiramente, levou um súbito susto, porém admirou a ideia de não fazer mais parte das formas escurecidas que seu destino lhe mostrou de maneira tão humanizadora que nem se incomodou com a tristezas e a dores resultantes. Pois ambos representavam uma transcendência incomum e um presente favorável no ritmo natural de uma tímida e gradativa felicidade.

     Dentro da gravidade das novas coisas, pegou uma camélia vermelha e despedaçou naquele lago que se secou, repentinamente, como relâmpago não planejado o qual escapa sorrateiramente do céu. Agora, dentro de si sabia que nada mais a perturbava, porque sabia que aquele fora o último adeus.

     Caíam pingos grossos de chuva e parecia rapidamente como se fosse um modo de se livrar da prisão daquelas nuvens acinzentadas. De repente, algo perto dali gritou tão alto, mas ela não escutou nada. Porque sentia que o mistério da vida está na quietude de um cintilante e renovador dia.

     No fundo de sua mente guardava aquele trecho que fazia tanto sentido naquele momento: “(…) tenho a impressão de que a partir de tudo isso surgirá de um fato novo e autêntico, ao mesmo tempo quente e íntimo, que me resuma tão claramente quanto um nome e que ressoe no meu interior com uma tonalidade única, jamais ouvida, mas que seja a sentido da minha vida..”( MAX BLECHER) 

    Após ler a esperança começou a devorá-la lentamente.Sabia que sua felicidade dependia disso.

Anúncios

Os ares da sutileza

    Mais um ano chegou translúcido cheio de grandes verdades a serem caminhadas com muita vontade e certeza palpitante dentro do coração. Vivia a cada passo mais perto de sua felicidade, sentia o ar puro transpassar em sua alma, lentamente, de maneira tão suave.

     Naquele ano viveria suas mil maravilhas ainda não realizadas, mas estavam ansiosamente esperando para cada gotícula do tempo certo. Nessas inconstâncias, navegava dentro de seus sonhos mais lúcidos do que a própria vida sem mistificação.

    A cada sintonia estava cada vez mais próxima de sua dignidade que piscava de forma, incrivelmente, mágica e inovadora. Estava se libertando aos poucos de toda a revolta e sentimentos malignos que faziam parte de um lado sombrio muito pouco revelado. Agora, sabia que nasceu para brilhar como uma verdadeira felicidade distante de qualquer coisa maléfica.

    Estava cada dia mais perto de sua felicidade. Essa era sua canção de suas horas.

A verdadeira força feminina

     Aquele que ler essas palavra sabe muito do que estou falando. Também, sente na pele o sabor da culpa ou terror da derrota ou o horror da injustiça. Depende de que cor é a sua alma. Se é que todos que me realizam essa leitura possui uma.

Quem tiver a audácia de ferir um coração feminino.

Será no mínimo desintegrado para o fogo da desonestidade

em que poucos sobrevivem e muitos ficam perdidos uma eternidade…

Somos o sangue que escorremos seja ele limpo ou não.

Somos aquilo que fazemos e não o que pensamos que somos..

Por isso, as ações são mais fortes que milhares de palavras sem significados.

Devemos manter nossa alma intacta da imundice que o mundo espalha

o estrume que apodrece muitas almas, portanto pode atacar qualquer um

até mesmo aquelas pessoas que pensam que reconquistaria suas próprias cinzas…

Não podemos nos deixar em transformar em poeiras,

não obstante muitos se tornam um nada tão grotesco que exala seu fedor.

Além de ameaçar injustamente  o poder das mulheres e suas singelas e sinceridades,

porque elas mantém com muita força sua determinação e caráter.

Agredir uma mulher é a mesma coisa de matar a própria mãe com tanta falta de nobreza..

O que mais as pessoas pretendem fazer injustamente?

O que está claro como sol são as verdades que as ações demonstram cada dia mais…

por mais que muitos tentam esconder, jamais destruirá seu verdadeiro espírito…

… que é um ser sanguinário,psicopata, sem caráter, simplesmente

um fantasma do próprios e mais inescrupulentos e gosmentos instintos

que rastejam em imenso vômito de injustiça

Esses fatores revelam a monstruosidade que muitos podem ser…

e quando olham para espelho o que eles vê refletido é a: “próprio podridão escurida”,

encolhida, e totalmente frágil de alguém que pensou ser forte o bastante

para…

derrotar as mulheres e sua força inestimável.

Ninguém vence a verdade de ter caráter e honrar a vida de todos.

Por isso, nunca olhe nos olhos de alguém e ameaça como algo frágil.

Quem é realmente frágil é próprio agressor que mantém uma alma cheio de mofo.

Eles lideram suas almas,

todavia nunca subestime o poder da alma feminina pode ter…

Chega de violência contra as mulheres. Somos seres que merecemos ser respeitados..

Está previsto no Direito Humanos e precisa ser selado.

Chega de atos que rebaixam a capacidade da mulher, pois ela é mais capaz

do que muitos homens pensam.

Chega de trata a mulher como ser frágil que não tem autonomia,

porque ela tem muito mais coragem do que muitos projetos de homens

que rastejam como insetos nos becos em busca de saciar seus estrumes de vontades.

Mas estão perdidos dentro de si próprios e enterrados no túmulo de mentiras.

Muitos deles foram derrotados pelo seus egos de putrefação.

As mulheres já declaram sua emancipação e seu amor pelo mundo.

Por isso, vamos respeitar à vida!

Das sombras à iluminação

Das sombras a iluminação“No principio era o verbo… É o pensamento que tudo cria e produz? Seria preciso por: No princípio era força.. O espírito vem em meu auxilio! Vejo de súbito a solução e escrevo com segurança: No princípio era a Ação.”(Goethe)

 

I-     As sombras da escuridão

     O não era uma vez renascera novamente na escuridão fatigada das horas, e a maioria dos seres que residiam naquela sociedade utópica viviam com uma dissimulada felicidade e harmonia, sob o encantamento ilusório de suas próprias sombras. Ali, era conhecido como submundo, conhecido por todos como Escombros das Sombras, onde a única fonte de luz era a escuridão, e também estava situado a quilômetros luz do universo.

     Numa pequena casa humilde e simplória, passava os dias entristecido e indagando, o pequeno pensador que dilatava sua pupila de olhos verdes caramelo e madeixas esvoaçantes. Seu verdadeiro nome era Platino e subitamente teve o primeiro questionamento que iluminou sua mente efervescente: “Será que todos aqueles universos coexistentes eram imitações do mundo ideal ? De onde surgiu e acabará o mundo ? Por que nascemos e morremos ?” – desconhecia direito a fonte daquelas perguntas, apenas sabia que estava determinado em responder suas dúvidas sedentas, e também refletir sobre outras finalidades da vida e das populanimação que pareciam inertes numa cúpula de ignorância, resignação e aceitação, no qual liberdade, igualdade e fraternidade eram apenas símbolos linguísticos insignificantes. E, repentinamente após analisar arduamente cada minúcia daquele submundo percebia um grande emaranhando de camponeses adormecidos, escravos resignados, rainhas oniscientes da verdade absoluta e adúlteras, reis carecas e famintos para suprir suas necessidades fisiológicas, gigantes da Terra do  serafim , lugar onde não havia nada além de ossos e corpos putrefatos , fadas canibais e sanguessugas governantes, não havia mais família real. Tudo estava esvaindo , entre outros seres e animais anômalos.

     O reflexo daquela paisagem sem vida refletia somente a escuridão , exceto algumas vezes que via um feixe sutil de luz.  Isto provocava uma chama de esperança no pequeno pensador. Encoraja-se e foi levado pela ânsia de libertar-se deste cárcere degradante e de revelar, onde quer que ela esteja, a verdadeira realidade. Era a necessidade que tinha e faria por todos do submundo dos Escombros das sombras. Para isto, precisaria de um plano de viagem eficiente. Desta forma, naquela noite mais escura do que tudo se pontificou a pensar e a pensar nada mais…. , eles sabiam que era de noite devido ao relógio da morte que estipulava quantidade de dias que uma pessoa teria. O relógio começa cronometrar desde o seu nascimento. Este era o pior do sofrimento, pois saber quando morrerá nesta contagem regressiva afligia a todos.  A mente do corajoso Platino estava fatigada de tanto pensar, e lentamente foi cerrando os olhos e caiu num sono e literalmente num buraco negro. Sonhara que estava caindo cada vez mais, e mais, e para voltar precisaria reconhecer que estava caindo e também que não tinha o total conhecimento das coisas, renunciados todos os valores morais, culturais, pessoais que foram estabelecidos durante toda a sua vida. Desconhecia o motivo daquela ação, mas estava dando muito certo, e isto que realmente importava. Consequentemente subia devagar e vagarosamente, despertando um mal- estar juntamente com uma liberdade indecente. No instante, que chegou à superfície seu corpo explodiu em milhões de átonos  e imediatamente ele acorda assustado e suado com sonho sinistro.

     Aquela manhã medrosa rasgava o dia numa letargia costumeira, e ainda o pequeno pensador não descobrira uma maneira eficaz para desvendar e encontrar a verdade, até o momento que recordou de uma frase que sua querida mãe recontava: “Sentir é ato. Pensar é fato¹”. Sentia a presença fortificadora e pensava na revolução de cada palavra, pois estava seguindo a razão pelo sentimento, isto não daria certo de nenhuma maneira, por isto  decidiu racionalizar minuciosamente e vasculhar a sua mente, e achou melhor ir à Toca dos medos, onde vivia um oráculo que nunca errava.

     Ao chegar sentiu uma energia forte daquele barracão constituído de entulho mais entulho. Na sala de espera não havia muita gente, as poucas que estavam lá tinham um semblante distante e eram extremamente brancas. Depois de algumas horas, chegou à vez do pequeno pensador, e numa ansiedade brusca vai em direção uma saleta estreita. E aproxima-se com receio daquela criatura que espera com uma marca de fatiga e desdém. O oráculo proferiu num tom alto:

O fim é o começo , está tudo além do limite do tempo

     Na luz nascerá um novo mundo”. Só isto, espero ter ajudado, e também nem precisa pagar a consulta

-Hum.. está bem- resmungou numa voz fina

     “Se soubesse que escutaria apenas charadas deste oráculo de araque, nem viria para cá, seguirei a fonte de minha razão.” – pensou o pequeno pensador num salto, e naquela noite decidiu partir para sua jornada com ou sem plano.

IIO eco imortal das vozes

     Em passos ligeiramente apreensivos, voltando para sua casa, observou uma iluminação fora do comum que expandiam, notou nitidamente muitas sombras que cercavam todos, desta vez foi muito mais intenso, sentia que estava sendo perseguido pela própria ignorância, e como num alerta algo gritara na atmosfera:

-Pare imediatamente ou sofrerá consequências irredutíveis..PARE!!

     Ao mesmo tempo em que desconhecia o dono daquela voz sabia ou melhor a dona, era sim a própria ignorância como uma sombra sob um céu terroso e sem estrela. Mas guiado pela sabedoria lúcida resolveu não dar importância, pois nada tiraria aquela determinação. Aquilo significava mais do que uma prova de coragem ou de heroísmo, era necessidade psíquica, carnal e racional que o levava. Neste momento, sentiu seu coração mais flamejante e tinha anseio de atingir o insondável. Através de grandiosas e infinitas reflexões, chegou a sua morada.

     Os olhos logo notaram algo de diferente no recinto, mas era além da visão que havia descoberto este fato, era um olhar distinto que havia além daquele submundo de conceitos ditos como certos, numa moral antiquadra e degradante, que condenavam além dos escravos como até as rainhas oniscientes, reis sedentos, as fadas, os gigantes entre todas as outras criaturas que eram mutilados pelo próprio sofrimento. E ao abrir percebeu que a porta estava aberta, e ficou com medo de que fosse invadida pelos mafiosos da morte. O pequeno pensador não possuía nada de valioso sob a perspectiva de um ser que só pensa em poder e em ostentação. Verificou ansiosamente nos dois cômodos que, sem conta com um pequeno quartinho onde situava no subsolo, onde guardara sua maior preocupação, pois naquele recinto extremamente pequeno e abafado escondiam sua maior preciosidade: os livros, eram vários espalhados por todo o lado. Tinham seis pilares de estantes, cada qual com livros sobre filosofia, desde Tales de Mileto, Platão, Aristóteles, Sócrates, a história da filosofia em todas as épocas, literatura francesa, inglesa, brasileira e várias outras e  a grande obra de sua avó O segundo sexo (volumeI) Fatos e Mitos ²  e volume II escrito por sua mãe Experiência Vivida³, da literatura brasileira tinha o seu preferido que era  A hora da estrela,  tinha de astrologia, esoterismo e budismo, destacando Abertura dos Olhos (4) escrito por seu avó. Muitos outros assuntos todos herdados pelos pais como símbolo da eternidade e da busca pela iluminação. Aqueles livros eram além de meros objetos, eram a busca pela realidade, e estava conhecendo o poder imenso que tinham as palavras. Até aquele instante todos estavam intactos e numa preocupação corrosiva foi verificar sua obra mais sagrada, A república de Platão, que ficava alojada numa caixa dentro de um pilar de madeira falso. Estava tremendo e os olhos piscavam sem para, quando abriu a caixa, para seu alívio estava tudo ali intacto , mas ao folhear notou uma mensagem desfragmentada em várias partes do livro.

     “O que poderia significar, OTOIBUS MIF ou OÃÇANIMULI ANELP, OROTOU OSREVINU?” – Era um anagrama, teria que desvenda-lo. O que isto poderia significar? Sua mente pensava tanto que estava faiscando, até que imediatamente fartou-se de tentar solucionar e resolveu preparar todos os recursos necessários para partir na viagem que poderia mudar a vida de todos, além de mantimentos de sobrevivência como comida típica e suficiente para uma semana, uma lona e um pequeno tronco de madeira para fixar a tenda, uma bússola para situar-se e de algum modo aquele objeto mítico auxiliaria a encontrar o espaço e algo que deveria ser feito para conseguir conquistar seu propósito maior. O corajoso Platino tinha esta inusitada esperança, o livro fundamental de todas as aquelas ideias revolucionária era A República de Platão e outro livro todo em branco que estava com bilhete revelador e simultaneamente enigmático. Ambos os livros eram bem velhos com folhas tingidas pelo tempo com uma capa preta de pelo de gigante com letras douradas. O bilhete fora escrito por uma letra bem delineada e compassada, no qual declarava:

     “Um dia alguém perguntará para mim, A Verdadeira Lei Mítica, se este mundo  que se vive é uma realidade.. Eu num tom afirmativo esclareço que são apenas sombras da realidade. Na indagação estes pensadores foram em busca da verdade e de universo ideal por trás das sombras do mundo das aparências levadas pelo sentidos equívocos. O confronto do ser e do não-ser é a dualidade extrema, mais o que pode superar é a vida e a morte. Agora pergunto-lhe a tu que esperastes tanto por este dia do despertar súbito e buscar aquilo que àqueles que  realmente de amavam deixara a missão incompleta. Posso, confirmar que apesar das sombras , o coração é único órgão que guarda um resto de verdade e é o caminho para transcendência e iluminação libertária de todos. Agora que já se  passaram sete anos de espera.

‘Sete

Não sou eu nem o outro

Sou qualquer coisa de intermédio

Pilar da ponte do tédio

Que vai de mim para o outro ‘(5)

O poder do coração é insubstituível e forte o bastante para sobrepor os contrastes sombreados.

Muita sorte, cordialmente, A verdadeira Lei Mítica. “

III – Em busca da iluminação da alma 

     Os olhos verdes caramelos estavam tão perplexos e surpresos que sua pupila ficou pequena mesmo num lugar claro como aquele, e sentiu uma força maior ainda apesar do medo sorrateiro e chuvoso que deslizava em seu peito como uma água que formava um mar de libertação. Conseguinte, foi buscar rapidamente, duas mudas de túnicas uma delas protegia contra a ignorância do senso comum e quando vestia ficava invisível, não que ela fosse desta maneira, mas era assim porque os seres de lá não enxergavam a sabedoria a cegueira era uma epidemia que atingia além dos próprios olhos, mas também  a consciência.

     Como um trovão que vociferava num céu escuro, perpassa na memória do indagador Platino reminiscência mais marcante que foi quando seu pai Sócrates e sua mãe Olympe contaram sobre como eles haviam herdados tantos livros e de onde eles surgiram depois de tanta insistência do filho:

     – Minha” revolucionáriazinha” mãe, de onde vieram todos este livros?, percebe que neste submundo as pessoas não gostam de ler e muitos pouco sabem ler, acho que nem devem saber o que é um livro, além daquelas cartas especulativas e autoritárias que oprimem e desumanizam a todos mandados pelo governo da Rainha Mary, a devastadora. Fico indignado com tanta ignorância e fico morrendo de pena da ‘popuanimalação’.– ressonou Platino num tom curioso e apreensivo

     – Não tem como esconder de ti  a verdade. Costume intitular esta história como “A iluminação da alma”. Há muitos anos atrás, seu avô paternal, Sidarta e sua avó maternal, Beauvoir Simonette quando eram jovens questionadores viviam num submundo igual a este, no entanto, eles tinham algo de diferente. Sabe muito bem o que era, a revolta mediante a situação de suas vidas obscuras. Duvidavam de tudo e a partir dali começaram sua longa trajetória em questionar através da razão e da fé digna várias coisas. Até que um dia revelador , após muitas buscas frustradas por meio dos conceitos da política pior do que tempo de hoje, conhecida como superabsolutismo masculino, e lembrando que naquele tempo as mulheres eram decapitadas, torturadas e condenadas à mortes das maneiras mais terríveis e desumanas, caso corrompesse os mandamentos de opressão e de decadência que era exposto como: 1. Todas as mulheres de acordo com a lei da espécie, são consideradas seres inferiores e incapazes de seguir carreira política,  de trabalho, de estudar e ao qualquer coisa que  oferece felicidade e ou poder. 2. De acordo com aspecto biológico da mulher, é constatado como ser   único capaz de procriar é decretado que só servirá para isto, além de cuidar do marido e do filho como uma empregada, sem amor ou afeição, pois mediante a ‘teoria da raça superior’, de Pitagores estes sentimentos contaminam o coração do futuro cavaleiro e rei. 3. É proibido todo acesso aos meios que possam desaliená-las...

     Antes que a revoltada e nostálgica Olympe continuasse, Platino numa ansiedade descomunal ecoou no cômodo quase vazio:

     – Não posso acreditar em tamanha brutalidade, que vida sofrível! Sério não conseguiria imaginar uma época pior do que esta, e tu, minha querida mãe estás  me contando. Estou horrorizado com tudo isto.

     – Sim, percebe como todas as mulheres sofrerem demais nesta época, e por isso que continuando a missão da minha mãe e sua avó maternal que reivindicara como que não temendo a própria morte, levando como tu já sabes, a esposa do angustiado Sidarta, Bronte Emill que morre no dia 17 de junho numa manhã fúnebre que guarda uma dor imensa dentro do peito, no qual  parte  deixando todos que amavam principalmente o seu avô. Apesar de sua morte nunca esqueceram a denúncia destas grandes valentes e revolucionárias: “ A humanidade é masculina o homem define a mulher não em si mas relativamente a ele, ela não é considerada um ser autônomo.”(6) . Mas a morte da desbravadora Bronte Emill impulsionou seu avô totalmente derrotado a libertar aquele lugar e continuar o propósito de sua amada, que naquele dia fora decapitada em público por defender a teoria da igualdade de sexo e exigia junto com Beauvoir direitos justos para mulheres, pois ela não seria fêmea como se fosse um animal da sociedade. Elas queriam liberdade de expressão, de voto, de carreira profissional, abolição do preconceito machista de como ser inferior que só tem uma utilidade.

     – O que será que deu nesta enorme revolução. Grandes desbravadoras e verdadeiras guerreiras- gritou gloriosamente o pequeno pensador.

     -Assim… no entanto, isto irritou totalmente o governo Henry VI, conhecido com “o decapitador de cabeças de éguas”, pois considerava as mulheres como um animal, e ordenou seu capangas imundos perseguirem as duas revolucionárias, como naquela época o medo era mais escuro do que própria escuridão do submundo, as mulheres daquela sociedade viviam na trevas das injustiças, do medo agudo e da alienação, por isso nenhuma apoiou ambas as iluminadas. A perseguição durou meses e nada de encontrarem, mas isto fazia aumentar a fúria do rei e de todos os homens nojentos e machistas, foi depois de dois meses que minha mãe foi viajar para um submundo mais distante acompanhada  do meu pai Nitiren para propagar seus ideiais e buscar um meio de se libertar, não demoraria mais que duas semanas, pois isto era muito arriscado para Bronte Emill que ficou mais exposta, porque ela de acordo com mamãe lutava com todas forças devido as torturas sofridas por sua mãe, Joanna D’ Arc.A sua bisavó teve uma vida muito difícil, e aos soluços relatava  que  Joanna D’Arc fora  mutilada pelo marido que cortara brutalmente seu órgão de prazer para apenas procriar a levava ela por lugares com uma coleira para que não fugisse… – faz uma pequena pausa para suspirar-  …Fazia de mal a pior, mas também ela não era uma idiota alienada, tinha um livro que guardava a sete chaves e este a despertou para uma vida um pouco melhor Declaração dos diretos das mulheres (7),  pois trazia ideias essenciais para uma vida digna e justa para todos as mulher em harmonia com todos homens. Todos estes que suas avós colocaram em práticas, até que finalmente conseguiu fugir, mas numa noite de estrelas triste desfalece serenamente após sofrer o aborto de seu segundo filho, que se chamaria Pathos, pois significa o momento de sentimento do mundo que teve ao se libertar na visão da morte. Então, restou apenas seu avô angustiado e de luto e meu pai e minha mãe em busca daquilo que estamos tentando conquista: “A LIBERDADE E A VERDADE. Em  numa noite chuvosa nasce através da água um mestre de outro mundo, que concede preciosa obras dizendo que aquele era o meio para iluminação da alma e para conhecer a verdade da vida, pois aquilo era irreal e precisava rapidamente se libertar. Todas aquelas vozes imortais  proporcionaram uma grande evoluç..- antes dela acabar o pequeno pensador ecoa suas cordas vocais totalmente emocionado

     – Nossa que incrível a história revolucionária de meus avós, estou emocionado com tudo, e ainda entorpecido com tanta informação, quero chorar, gritar, abraçar estas grandes e dignas pessoas que mudaram muita coisa. Quero abraçar o mundo da verdade, chega deste submundo, quero te abraçar, mamãe.

     Mãe e filho se abraçam num aperto terno como se estivesse construindo um leito sereno cheio de vida.

     – Calma querido, ainda não terminei. Estou quase acabando, como tu já sabes, eles não conseguirem de todo seu objetivo, pois não estava no tempo certo, era muito apesar das revoluções e também era muito difícil seguir uma jornada sem obstáculos, e  estavam grandes  sempre correndo perigo de vida . E mais surpreendente foi seu avô Sidarta que foi mais a fundo e reconstitui a Lei Mítica do buda Shakyamuni que existia no mundo real. Isto o fortificou mais e mais, no entanto, como o ser humano é mortal morreram cada um em sua devida época na margem da  realidade, segundo meu pai Nitiren: “ “Quando assunto é o Sutra de Lótus minha capacidade de compressão é somente uma pequena fração da vasta capacidade que Tient’ai e Dengyo possuíam. Todavia considerando minha capacidade de enfrentar perseguições e minha enorme benevolência, creio que eles se surpreenderiam”8.Apesar dele não ter totalidade deste sutra como dois grandes mestres citados, meu pai e seus avós constituíram uns escritos que é intitulado como Abertura dos Olhos,  juntamente com outros revolucionários, como o grande filosofo grego Platão, viveu alguns anos atrás  e também indagava este submundo, neste livro mais sagrado A república diz :“Há , pois, o mundo das ideias e o mundo das aparências. Quem não percebe isto, vive como que numa caverna, onde o conhecimento se faz o por meio de sombras…”9. Meu querido pequeno pensador, que eu e seu  pai estejamos longe em busca da propagação da verdadeira Lei, sempre estaremos contigo em seu coração, neste seu grande tesouro.

     Todas aquelas valentes e míticas palavras provocaram um reboliço no pequeno pensador que exalta:

     – Eu também quero continuar o que meus avós deixaram para nós. Não importa quando isto custará…Em outro abraço vívido aperta o colo de sua mãe e vê seu pai preparando as coisas para partir. Ele vê que  seus olhos estão numa tristeza corajosa, pois eles precisam deixar o pequenino, e tudo aquilo era uma tarefa muito perigosa. O seu pai apenas diz as palavras mais fortes até aquele momento:

     -Daremos a todos uma vida digna. Acredito em ti meu grande filosofo. Sempre estaremos contigo…

V –Ao horizonte da liberdade

     Algumas límpidas lágrimas escorrem na face do grande Platino, que desperta ao presente e sente-se jorrados de emoções. E, subitamente as névoas integra-se corpo e a alma do pequeno pensador no  velho e historiador cômodo da palavras da proclamativa iluminação, aquele sentimento indagativo em que havia herdando além do avó assim como do seu pai, um homem humanístico e indagador desde criança,do tamanho da incerteza de sua mente e  seus olhos são profundos como uma poesia e castanhos claros parecidos com a terra úmida,  dedicava seu tempo em questionar as coisas do universo e amar inteiramente sua esposa Olympe,  e seu filho.  A revolucionária e inesquecível Olympe de Gouges foi além de mãe afetuosa e essencialmente terna com as duas pessoas que mais amavam na vida seu marido e seu pequeno pensador, assim costumava chamar Platino  por demonstrar desde pequenino uma criança que fomentava o gosto por pensar e ser muitíssimo curioso. Ela revolucionou a história da mulher fazendo-as conquistarem mais direitos naquele submundo, mas apesar de agora as mulheres terem direto de governar só são escolhidas as ignorantes, moralistas e extremamente religiosas com pensamentos egoístas e que fazem parte da família irreal, assim se constituía o absolutismo que viviam milhares de anos. Ela possuía duas estrelas nos olhos de verdes cintilantes e uma madeixa majestosa longas e  niveladas de grandes caracóis arruivados com reflexos tímidos e sorridentes de loiro como um raiar do sol, apenas imaginando na mente daquela que sonhava com a luz.

     Faziam parte de um tempo em que as revoluções fora adormecidas por quase todos, apenas eles eram as pessoas determinadas a mostra este extenso e pernicioso caminho para enfrentar a missão que seus pais tentaram um dia  corajosamente  libertar todos os seres que existiam nos Escombros das sombras. No entanto, o mistério marcou o  fim daquela jornada, pois até aquele momento Platino desconhecia o paradeiro de seus pais há mais de 7 anos, deixando o pequeno pensador  a mercê dos cuidados libertador das palavras com apenas dez anos de idade. “A noite daquele dia, 27 de novembro foi muito tenebrosa nunca esquecerei a dor imensa quando vi meus pais dissiparem nas sombras daquela escuridão plena e fria, levando como bagagem a coragem e a esperança de libertar todos deste cativeiro imundo e irreal. Dali em diante, vivo a angústia da incerteza, às vezes penso que eles morreram, mas deixo minha mente lidar com pensamentos mais positivistas, mas este desaparecimento sem nenhuma resposta é brutal, o que restou foi somente memória além da grande ligação deles comigo, restou a lembrança de uma despedida, e transformou a sombra lembrança na  própria sombra da dor e do sofrimento. Passei por várias fases neste período, e divido em: fase da efusiva esperança frágil, positivismo incertoceticismo, e ceticismo extremo, tenebrosidade sombreada de tristeza e saudade, e agora saudade corajosa e revoltada. Quero empenhar com todas as garras o objetivo que meus pais deram a vida, o mundo precisa se libertar….”, uma grande retrospectiva dominou a sua mente turbulenta e pronta para a trajetória que mudaria a vida de todos.

VI atravessando…

     A noite remetia a grande história de sua família que sempre lutou em busca da verdade, e a escuridão não parecia mais a mesma, pois notava uma tênue luz surgir ao céu que dissipava a cada olhar. Não sabia a direção exata a percorrer, mas sabia que como afirmava aquele bilhete revelador e inóspito da A verdadeira Lei Mítica, deveria  atravessar a ponte do tédio, um lugar situada aos extremos da nostalgia do tempo, dizia a lenda que todos os seres que iam lá sentiam-se um buraco no peito, e precisa muita força no coração e fé conciliada de razão para atravessar e finalmente…

     Repentinamente, o assustado Platino sentiu-se um cheiro fortíssimo de enxofre e bolor, sabia muito bem onde estava no território dos quase –mortos, eram pobres coitados que tentavam inutilmente viver e foram condenados pelo governo e desfigurados  como monstros com corpos todos deformados. Ele avistou duas criaturas que um dia foram pessoas, que dissipavam numa dor profunda pareciam uma gosma que derretia repulsivamente ao chão endurecido. Num coro horripilante e dolorido muito exclamavam agudamente:

     Ajude-nos, queremos nossa própria vida

     -Clemência, devolve-me o que foi perdido

     -Não aguentamos mais…

     O pequeno pensador respondeu em pensamento: “Salvarei a todos, acreditam e esperem que tudo isto mudará um dia. E estou buscando este dia”. E foi dando passos fugazes, pois estava muito próximo da ponte, pois sabia pela mudança súbita da paisagem escura, para um crepúsculo com pouca luz fazia ofuscar os olhos, que nunca vira uma luz. Este fenômeno foi muito súbito.

     Que maravilha, sinto algo muito forte em meu coração serei guiado por ti- pensou alto após verificar uma enorme ponte feita de sombras e embaixo havia um abismo aparentemente sem fim, há vários fatos e boatos que se alguém sentisse medo e não estava pronto para atravessar e fugir da alienação, ou se achasse o dono do saber e constituísse sua verdade absoluta seriam devorados pelo abismo dos gritos, pois não estavam preparados aqueles que são dominados pela ignorância e alienação ou que se rotulavam sábios de todas as coisas. Como dizia seu próprio pai Sócrates, “Só sei que nada sei”. O verdadeiro ser pronto para transcender precisa aceitar sua ignorância e duvidar das coisas, para assim atingir as verdades mutáveis da vida terrena, e posteriormente verdade mítica da vida plena.

     Numa contagem rápida, Platino prepara-se psicologicamente para atravessar a ponte. A dualidade é mais extrema agora, havia duas possibilidade viver e continuar com sua grandiosa e desafiadora missão ou a morte e ao enigma da dor. Neste instante, fecha os olhos e começa se guiado pela pureza do coração, a cada passo vai pensando na frase de seu pai declarando em seu pensamento sob assonância da recitação do Sutra de Lotus(Nam-Myoho-Rengue.Kyo, no qual Nam deriva do sânscrito e significa devotar a própria vida, Myon mítico, não no sentindo de milagre, mas remete ao mistério da vida insondável pelo ser humano, Ho- Lei da vida , Rengue– significa a flor de lótus  que simboliza a leia da causa e efeito . Kyo – significa a eternidade do sutra ou do ensino do Buda), segundo ao Sakayamuni e após muitos século com  verdadeiro budismo de Nitiren Daishoni. E simultaneamente as reminiscências históricas de seus pais e avós , a cada passo árduo e esperançoso, sentia-se que estava flutuando. Foi neste exato momento em que as palavras tornaram se mais que simples pensamentos eram incorporação de sua própria vida e sentiu algo  transcendental, que  crescia dentro de seu coração e lembrou dos dizeres de seu pai: “Acredito sempre em ti, meu grande filosofo. Siga em frente os passos nunca têm fim” – O pé direto deslizou sentia que estava caindo, não estava preparado para morrer, ansiava mais que tudo em  salvar a vida de todos para conhecer a verdadeira libertação da vida, mas não estava decaído o que acontecera  é que chegara ao fim da ponte e deslizou no chão de musgo repleto de lama. Subitamente abre os olhos como despertar e sente uma felicidade imensa expandir toda a alma e coração. “Sinto que o próximo passo é o vale das lembranças perdidas, que fica próximo do Monte Sumeru, pois foi lá que meu avó passou a grande jornada de renunciar tudo que tinha juntamente com sua esposa para dar continuidade ao Sutra de Lótus e buscar a transcendência para sair desta caverna em que todos estava acorrentados no submundo das sombras(mundo das aparências), mas estavam muitos velhos e escassos e tudo que conquistaram foram apenas suficiente para apenas os três atingirem, deixando apenas como prova o bilhete que Platino guardava dentro do bolso de sua túnica e estava coberto por uma caixinha de madeira da ressurreição, que deriva de uma árvore rara e extinta, onde diz a lenda do Chakubuku   e Kossen-rufu(10), que foram dois camponeses que atingiram a iluminação completa, no entanto, os dois foram mortos por Nikken , um rei rival,  para evitar a propagação da verdadeira realidade e da lei mítica do Sutra de Lótus. E impiedosamente Nikken,  conhecido como rei das trevas ordenou  a morte dos dois antes que atingissem a todos os seres, mas foi impedido por uma chuva de meteoros, que é relativo a magia da própria vida e transformaram os dois em árvore, que simbolizava árvore da ressurreição, de seu espírito será imortal.

     Desde então, nasceu nos Escombros das sombras uma nova espécie de luz que surgiu a partir dos astros de uma vida longínqua que fora se aproximando. O guerreiro Platino estava em  meios a pensamentos distintos e tudo estava fazendo sentido,  olhou pela milésima vezaquelas palavras milenares, aquele pequeno papel, escrito pelo seu avô Nitiren e seus budas antepassados . Tudo aquilo era inscrição da própria vida:

     “Pequenos rios se unem para formar o grande oceano, e minúsculas partículas de areia se acumulam para formar o Monte Sumeru. Quando eu, Nitiren, comecei a ter fé no Sutra de Lótus, eu era semelhante a uma gotad’agua ou uma única partícula de areia em todo o Japão. Mas, depois, quando duas, três, dez pessoas e , eventualmente, cem , mil e um milhão de pessoas passarem a recitar o Sutra de Lótus e a transmiti-lo aos outros, todos formarão um Monte Sumeru da perfeita iluminação, , o oceano de um grande nirvana. (11) Não procurem nenhuma outro caminho, a não ser aquele pelo qual se manifeste a verdadeira realidade e o estado de Buda. Assim como falava meu grande mestre, Sidarta.

     ‘Um rochedo não é abalado pelo vento; a mente de um sábio não é perturbada pela honra ou pelo abuso.’ E  ‘’Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor do que viver um século sem conhecer tal ensinamento.’ (12)

     Nunca esquece meu descendente, a salvação está no presente ,pois como  proclamava nossa entidade:

     Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua ideia pode modificar o mundo mesmo tendo passado milênios.(13)

     Não se esquece das palavras daquela que tanto admiro, Bronte Emill que mesmo assassinada, nunca morrerá . Seu marido numa  dor imensa, mas nunca desistiu nunca esquecerei destas palavras:

     ‘O homem e a mulher foram criados iguais e providos pelo criador de direitos inalienáveis… O governo é feito tão somente para salvaguardar esses direitos (14).’

     Diante nossas lutas para transformar e liberta-se deste submundo. Conte contigo meu descendente que não pude conhecer, mas sempre estaremos contigo.”

VII- Cinzas deturpadas 

     Num ritmo acelerado aqueles dizeres foram uma fonte de energia para  enfrentar todos seus medos sorrateiros, e angústia, sentia a presenças de todos de sua família que sempre lutaram por uma liberdade , verdade e integração com verdadeira vida. Eles haviam conquistados muitas coisas, no entanto, por interferências não poderiam  concluir, e no presente é quando  a vida é plena, e  precisava novamente daquela energia da verdadeira vida. E agora, pode dizer que Platino não estava sozinho, sentia fonte vitaliza de todos, do seu avô Nitiren que juntamente com Sidarta deram continuidade ao Sutra de Lótus, ensinamentos que tiveram com seu grande mestre o buda Sakaymuni. E também  de suas valentes e determinadas avós que modificaram a história da mulher, Beauvoir Simonette e  a destemida Bronte Emill e sua bisavó, Joana  D’Arc, que juntas conseguiram com muitos sacrifícios uma vida mais digna para os dois seres masculino e feminino. Além de seus eternos pais que continuaram bravamente em busca da concretização dos objetivos de seus antepassados, seu pai inesquecível  Sócrates , e sua grande mãe Olympe de Gouges  que estão vivos em algum lugar. Platino sentia na profundidade do seu ser. Também não poderia se esquecer da obra arrebatadora,  O segundo Sexo vol II que fora escrito por sua honrosa mãe, que expunha a condição da injustiça da mulher revolucionando a história dos dois sexos como seres dignos e com direitos iguais, pois até aquele momento  o homem  era considerado como ser humano e a mulher como fêmea, e a obra indeterminada de seu pai A nova maiêutica para uma vida digna (15) a que havia esquecido naquele noite levará consigo, expõe grande ideias da revolução humana e busca da verdadeira e pura vida, traços dos seus ascendentes Kossen- rufu e Chakubuku que permeia a imortalidade no infinito, onde localiza a iluminação plena.

     A terra mofada sob um céu relativamente mais claro, trazia a Platino uma verossimilhança peculiar e as névoas encobria todo o  Monte Sumeru, que estava o pico mais alto, ninguém  há  muitos tempos não arriscaria subir tamanha altura. E foi neste instante que sob vívidas lembranças mergulhou novamente em um devaneio, que relembrou o que seu pais que falara sobre este Monte Sumeru: “ Ao além desta réplica de vida, com muita fé chegarem ao centro do verdadeiro mundo. Mas para isto há um sacrifício.”

     -Que tipo de sacrifício?- pergunto ansioso Platino

     -O sacrifício simboliza a libertação desta subvida para uma a outra. Que vai do próprio ser para outro. Ainda é algo incerto..” – Um barulho interrompe  aquelas reminiscências reveladoras, e repentinamente avista  três sombras que estão aproximando rapidamente, sente-se um pouco de medo, incerto com a mudaria brusca para um sentimento de amparo distante, porque neste momento descobre que estas três sombras são seus avôs . Estão com um semblante de uma felicidade contida e desgastado pelo tempo. Sidarta e Nitiren  estão com um ar de incerteza e comoção e Beauvoir Simonette está com sorriso afetuoso. O grande filósofo está em estado de torpor com a presença magistral de todos aquelas grandes pessoas, que são grandes mestres, mas estavam como estavam com uma aparência de debilidade  e estavam se transformando em sombras. Beauvoir era uma linda mulher com traços firme no rosto de olhos verde caramelados igual de sua mãe e cabelos cor de sangue com reflexos castanho, e não parecia nada do que sua querida mãe havia descrito para ele, estava aparentando com uma fantasma de cabelos cor de vermelho vomitado e olhos sem vida de verde musgo. Também  Nitiren e Sidarta  mudaram muito pareciam outras pessoas , pois lembrava que seu pais contaram do seu avô Sidarta era  um homem alto com rosto marcante e humanista, tinha cabelos presos num  penteado esotérico, estes eram castanhos como a terra límpida  igual do filho, enquanto Nitiren  tinha uma face amistosa e pacifica, apenas um olhar trazia uma serenidade verdadeira com aqueles olhos da cor do tempo castanho bem claro que sentia-se flutuar  em apenas um olhadela. Mas todos contradiziam-se estavam tão sem vida pareciam sombras sem face. Platino sente um raiar sinistro plano na atmosfera e como, subitamente nota a falta de Bronte Emill, gostaria de pode vê-la aqueles cabelos pretos da escuridão esperançosa e olhos de revolução parecida com a cor de um cristal roxo. Um choque  o pequeno pensador sente juntamente com um  sonolento despontamento como uma brisa sem vento algum.

     – O nosso grande ascendente, esperamos tanto tempo por ti- exclamam  todos como um coro com uma voz de tonalidade equivocada

     – Não acredito que são vós, em carne e osso. Ou, melhor em sombras, nossa! estou totalmente em choque com a presença de todos. Tenho uma gratidão imensa de percebe que a história deste submundo mudou com suas respectivas atuação no entanto, precisa de muitas mutações, pois a popuanilazação  não tem acesso e vivem a mercê do submundo das sombras. Grandes obras Nitiren, Abertura dos Olhos,  de tu também Beauvoir Simonette e Sidarta. Por fala nisto, Onde está Bronte Emilll?

     -Também estamos muito honrados de recebê-lo e gratos. Mas, devo informar o grande mal que foi de viver todos estes tempos, como percebe estamos enfraquecidos e reduzidos a sombras. A força da nossa iluminação atenuou, e como Bronte Emill foi assassinada, isto é, sua vida foi interrompida não pode mais participar deste submundo- num tom desanimador afirmar Nitiren com um sorriso de lamentação quase sarcástico.

     – Isto mesmo que aconteceu. A nova geração, apesar de nossas revoluções  que buscavam imun.. independência desta de cópia de vida, e busca da iluminação- exclama Sidarta serrado os lábios, demonstrado constrangimento.

     -Não pode ser, cada a vida, vamos continuar a nossa luta. Precisamos disto, para revelar a verdade a todos.- grita Platino ao notar que aqueles em que sempre acreditou, em seus grandes mestres e avós, estavam desistindo.

     Uma luz tênue muito longínqua  em cima do Monte Sumeru alertava alguma mensagem  desconexa  sem  som e símbolo linguístico, e integrava de uma maneira cautelosa e simultaneamente gritante no coração desperto com batidas tristes de uma desilusão, ao notar a renúncia de seus mestres. Passaram alguns breves segundos olhando perplexo nos rostos um dos outros, como se não reconhecesse. Uma voz corta a nevoa da revelação e boceja distraidamente:

     – Mas tudo que Sidarta diz é nosso novo objetivo, tudo isto pelo bem- maior, pois percebemos que não adianta mais nada em buscar esta realidade utópica. Já que segundo meu amigo Thomas Morne  criou como algo que não existe, para que devemos continuar. Agora o que nós resta e restaura a luz de nós e venerar nosso governo, precisamos demonstra respeito- concluir num tom autoritário Nitiren

     – NÃO PODE SER! Me-u-s… meus pais falaram tantos de todos vós. Eles deram a vida deles também nesta luta. E estão desaparecidos há sete anos em busca desta iluminação, para todos desistirem.

     – A diferença entre tu e nós é que tu estás vivo. Enquanto minha filha nunca mais soube de sua existência. Sinto falta- afirmou Beauvoir num tom fatigado com face paralisada

     – Sim, estamos mortos, o que restou depois de tanta luta foi apenas sombra de uma vida, não adianta mais. Tu precisas desistir, não mudará em nada. – explana Nitiren com rosto intacto sem luz

     – Não pode ser verdade, estas palavras tu mesmo que comunicou-me na carta que guardo desde quando nasci, e foste esta que estimulou sua filha e seu genro a seguirem o caminho para iluminação. Eu lembro de cor: Nunca esquece meu descendente, a salvação está no presente pois, como  proclamava nossa entidade: Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua ideia pode modificar o mundo mesmo tendo passado milênios.” esbravejou numa indignação completa.

VIII- As retinas fatigadas de um amanhã

     A atmosfera havia ficada mais pesada ainda, o pequeno sonhador Platino estava com um fardo nas costas, pareciam que o peso daqueles dizeres foram bem piores do que enfrentar o peso de gigante  da terra do Serafim, e olha que lembrava muito bem quando um gigante caiu em cima dele acidentalmente depois que uma fada canibal havia sugado o sangue da criatura, ainda bem que fim fora feliz, pois ninguém havia morrido, e Platino só aguentou pois peso maior do que físico é o peso da compaixão mediante a pobre criatura . Os olhos piscam novamente e voltam ao seu presente esmagador e cruelmente sem vida. Ainda não poderia acredita que o grande Nitiren, que passou muitas adversidades para conseguir implanta uma nova forma de vida atingindo a iluminação, mas fora impedido pois um tempo antes Chakubuku e Kossen-rufu foram interrompidos devido a tirania do governo de Henry VII. Despe-se e arruma um quartinho mofado, no qual havia apenas uma cama de madeira venenosa de pluma de unicórnio. Imediatamente o desiludido pensador pensa em recusar a estadia, porque é contra as crueldades com as criaturas sobrenaturais que estava extintas no submundo, e  devido ao abuso de seres humanos e criaturas esdrúxulas, que era o pior estado de ser humano pois eram pessoas que ficaram desfiguradas por causa de suas ações maléficas.

     Não relutou contra a sua vontade e aceitou ficar alojado naquele lugar para poder descansar, havia passado já dois dias longos de muita conquista e estava fisicamente debilitado, mas espiritualmente sentia uma incandescente luz crescer em seu coração. Pela primeira vez sentiu um ar adormecido abriu os olhos de uma dúvida. E após uma despedida simples de cada um, o jovem esperançoso adormeceu num sono pesado e carregando de uma estrutura densa, e sonho novamente com seus pais só que desta vez parecia mais real. Os longos cabelos  cacheados e arruivados de sua mãe estavam mais brilhante e notara que o lugar era muito iluminado, ela estava com semblante de uma felicidade nunca fora conhecida por ninguém sobrevivo, enquanto seu pai transparência um olhar verde tão vívido. Ambos não falavam nada apenas levavam ao infinito daquele lugar que parecia algo incomum com qualquer coisa que havia visto, sentia uma vida tão intensa dentro dele. Mas repentinamente, aquela glória iluminada foi invadida por criaturas que eram sombras que m todos num calabouço de réplica de vida. De repente, ele desperta, com uma voz firme, fazendo sua mente fatigada explodir em pedaços sem sentido.

     -Levante, jovenzinho. Vamos prepare um chá de avestruz para ti. Está muito debilitado – ordenou Beauvoir com semblante dissimulando uma alegria fabricada.

     E ao acaso lembrou daquele anagrama  que fora escrito sinistramente no livro estopim, A república, e também lembrou que todas seus pertencentes estavam perdidos em algum lugar daquele quartinho, não sabia onde os havia deixando. Os olhos cristalinos e verdes de platino estava mperdido no espaço, que demorou uns dois minutos para responder em tom fatigado e delirante:

     -Obrigado, estou com muita fome, meu estoque de comida acabou ontem.

     – Estou vendo , descanse um pouco mais. Darei mais chá para ti. Tem torradas de patas com recheio girino . Também quer que eu traga para ti?

     A pergunta provocou uma náusea enorme dentro de si, que uma palavra bastou para sua vó sombreada retira-se.

     -Não!!- num tom seco quase vomitando responde. E após tomar todo o chá, odiava este tipo de chá, mas estava muito fraco e não tinha mais nada, sentiu uma tortura de fome maior ainda. E também quando notou que estava sozinho no quartinho, resolveu ansiosamente procurar seus pertences, e tinha um objetivo maior, trazer vida para seus grandes mestres. Mas este pensamento ficou muito confuso e perdido em sua mente, agora sua racionalidade estava numa letargia  absurda. E pela primeira vez, pensou em desistir da luta, estava com medo de transformar em sombras. Muitas perguntas surgiram. Por que todos aqueles que sempre estavam determinados resolveram desistir ? A morte seria o fim de tudo? Onde que estava seus pais? O que seria da humanidade e animalidade que viviam naquele submundo? Um sentimento tirano brotou em seu coração, não sentia mais aquela ternura que palpitava o sangue de esperança, o que sentia era um egoísmo de desistir e ficar pelo menos com sombras mortas de seus avós. Por que seus pais deixaram um menino de apenas dez anos de idade sob cuidados da autonomia? Sentia uma falta enorme, viveu todos estes tempos em busca de decifrar este enigma para libertar todos, mas nada até agora. Até mesmo os grandes descendentes de todas aquelas lutam haviam desistido. Por que deveria continuar ?  Estava num delírio dentro de seu quarto, não sabia quantos dias havia passado, lembrava que Nitiren e Beauvoir haviam preparado todos os dias o mesmo chá de avestruz para que o indiferente pensador sobrevivesse.

IX- A maldição da descrença 

     Numa noite nebulosa, imerso num sono angustiante Platino sonhara novamente com aquele sonho que teve em sua primeira noite, mas algo é diferente, a presença de seus pais restaurar o sentimento que havia perdido ao um bom tempo. E numa voz esperançosa quase sussurrante sua mãe diz: “’Dominar-se a si próprio é uma vitória maior do que vencer a milhares em uma batalha.’(16) Acreditamos em ti, meu pequeno pensador.” Neste momento o pequeno pensador renasce atrás das sombras e desperta num sobre salto que resgata novamente sua força,  e relembra novamente daquele anagrama que não conseguirá solucionar e  de uma história que leu em algum lugar A maldição da descrença. “ Como que era mesmo aquela história. Deixa para lá, quero tentar decifrar este anagrama. Onde que estão minha coisas mesmo?” – penso como um raiar de libertação foi em direção sua intuição para encontrar suas coisas para resolver a outra chave do problema.

     Com passos cautelosos foi rumo ao espaço que parecia ser uma cozinha, era uma tenda com madeira muito peculiar, sabia de que tipo madeira era, mas não conseguiu lembrar. Havia um baú dourado naquele cômodo, foi à primeira coisa que despertou seu interesse. Estava desconfiado de tudo, e resolveu procurar suas coisas sozinho e decidir retorna ao seu destino. Atrás daquele cômodo estava Nitiren com ar malicioso conversando baixo com Sidarta , não escutou mais do que:

     – O efeito está certo…. Deveremos conquistar…

     -O submundo não será extinto. Aqui há um….Kossen-rufu e Chakubuku… renascer.

     Neste instante, abrandou dentro de sua consciência uma ideia reveladora, sabia que madeira era aquela, como poderia ter esquecido, era mesma da caixinha do Bilhete da inscrição da vida. Era a própria vida dos dois budas Kossen-rufu e Chakubuku que pareciam quase mortos, restando apenas como tronco de um cômodo sinistro repletos de poções mágicas nevoentas. Novamente estava restaurando o sentido, agora queria saber que efeito poderia estar  dando certo, será que eles estavam querendo voltar na jornada de busca da verdadeira vida. Será ? Entretanto esta indagação estava muito efusiva, e tinha algo sinistro na voz de ambos. Após uns instantes de dispersão, resolve procura cautelosamente naquele baú, estava seguindo os pulsares do seu instinto. Num impulso para abrir o baú e para sua lá surpresa não estavam suas coisas, apenas encontrou cincos monte de poeiras que cercava a enorme caixa. Ficou desapontado durante uns segundos, mas notou algo de distinto na estrutura daquela poeiras, pois isto fez remete a magia muito comum do Disfarce do olhos ignorantes, muitos magos perversos utilizam esta magia a fim de esconder preciosidade mediantes  aos olhos ignorantes da  vítimas. E para quebrar era necessário a vítima dar-se conta da magia e acredita da realidade daqueles objetos falando simultaneamente em seu  mente: “Acredito na existência luto por bem maior que venera a justiça de todos.”  Numaapreensão foi o que o grande filosofo, lembrou de como seu pai o chamara e recitou em sua mente. Até que um barulho assusta aquele ritual, e rapidamente olhos verdes e nervosos de Platino girar ao redor, e percebe perifericamente que Sidarta que está com um semblante monstruoso e Nitiren  estavam em alerta e aproxima-se fugazmente  ao  paradeiro do jovem  filosofo. Mas antes de qualquer coisa, Platino como uma fúria do vento pega seus objetos , que apareceram com sua fé, e  pega e pedaço considerável do tronco da árvore de Kossen-rufu e Chakubuku, fugindo rapidamente daquele lugar. Atrás corre disparadamente seus suposto avôs, até mesmo Beauvoir que estava pescando almas no Lago da perdição.

     Tudo fez sentido pleno, seus verdadeiros avós não desistiriam nunca de um propósito tão digno e purificador, apesar de estarem mortos em algum lugar. E sabia onde estava, na tenda das lembranças, ali era o âmago das sombras injuriadas com suas sobrevidas indignas, torturantes e impedia qualquer forma de salvação. O que ocorrera naquele lugar foi  ‘A maldição da descrença’, em que muitos tempos atrás todos que não tinha mais fé em nada reduzia ao pior estágiode sombras, perdiam a identidade. E a qualquer forasteiro personificava com as pessoas mais queridas de tal forasteiro, e como as pessoas mais admiradas que nunca conhecera foram seus avós, foi um tiro quase certeiro para interromper busca do verdadeiro Kossen-Rufu e Chakubuku. Concluía tudo isto, sem para de fugir enquanto as almas sombreadas perdidas transformam inteiramente em sombras com uma boca enorme preste a devora a última esperança de restaurar um novo mundo.

     Estava devorando, mastigando, mas não eram as almas perdidas era o silêncio, pois neste momento o pedaço do tronco surgiu uma flor de lótus, no qual com sua iluminação plena  dissipou todas as sombras. As últimas palavras que escutara  num grito estridente  de monte de sombras foi:

     – O submundo não pode ser extinto. A nossas sombras liderará. Não pode renascer a lei mítica do Kossen-rufu e Chakubuku!!!!!!!!!!!

 X- “Decifra-me ou te devoro”

     Aquele gritou agora ecoava com uma lembranças paralisada. Sabia que elas não tinham disfarçados de seus pais, pois não tem como personifica em alguém…Neste momento, sentiu uma liberdade purificadora em seu peito, e sabia muito bem onde estava. Ao começo do grande Monte Sumeru, aquele era o centro é a conexão do divino imortal e humano mortal. E finalmente conseguirá decifrar aquele anagrama  OTIBUS MIF  ou  OÃÇANIMULI ANELP, OROTOU OSREVINU escrito no livro de Platão.  Só poderia ser revelado neste estágio que completará sete dias de jornada, passou grande parte do seu tempo no delírio e passou adversidades dos oitos ventos tentando desistir daquilo que sua vida fora mais que destino, pois seria constituição de um NOVO MUNDO.

     O ambiente era úmido e cada vez que subia sentia a presença mais forte da vida, nunca havia sentido isto com tanta intensidade. A iluminação resplandecia como algo insondável que absorvia todas as contrariedades da alma de todos os seres o egoísmo pleno, injurias da raiva, rancor, ganância, ligadas todas ao sofrimento espiritual. Todos estes núcleos que a maioria sofria, até mesmo o grande filosofo fora extinto a cada subida ao monte com 30000 de altitude. Mas seu coração estava preparado para tudo, e imerso nos pensamentos escuta uma voz familiar interior declarar docemente em seus ouvidos: “Estaremos sempre contigo, meu querido pequeno pensador…..”Está muito próximo da verdade meu grande filosofo.”

     Uma estrela grita no céu que se ilumina  mais e mais, e lembra das afirmação do oráculo que acusou de charlatão, mas agora fazia sentindo ele foi descendente do Pirineus que era um grande oráculo nos Templos dos Delfos conhecido com lugar dos enigmas, no qual a Esfinge dizia: “Decifra-me ou te devoro”, e havia milênios que estava desaparecido no pilar do Monte Sumeru. O anagrama estava de trás para frente como se corrompesse ordem cronológica do tempo e agora revelar-se pois estava integrando-se na eternidade, portanto OTIBUS MIF  significara FIM SÚBITO, OÃÇANIMULI ANELP significa ILUMINAÇÃO PLENA, ou melhor estado de Buda completo, e por fim  OROTOU OSREVINU significa OUTRO UNIVERSO. Mas o que fim súbito remeteria, será este o sacrifício como falara seu pai: “-O sacrifício simboliza a libertação desta subvida para uma a outra. Que vai do próprio ser para outro. Ainda é algo incerto..” E também o que poderia significar OUTRO UNIVERSO? Será que a constituição de novo mundo  exposto pela A VERDADEIRA LEI MÍTICA DA VIDA.  Apesar dos equívocos, algo crescente liderava o poder de seu coração.

XI- A liberdade e a pequena flor de lótus

     Uma chuva de liberdade soprava uma melodia em seus ouvidos, percebera que havia subindo mais da metade do caminho, tinha uma força incrível dominar todo seu espírito, sentia um calor terno e luz ficava mais radiante. Novamente reflete sobre uns dos maiores enigmas do Templo dos Delfos: “Conheça a ti mesmo e conheceras o enigma do universo”(17). E também a verdadeira vida de um universo digno. Ao recitar daimuko que era Nam-Myoho-Rengue-Kyo e pensar na reflexão de Sócrates “Só sei que nada sei”, percebe que esta afirmação era do seu próprio pai que foi despertado por um antecessor há muitos tempos em outro mundo. Surgiram como esplendor muitas flores de lótus  a margem do mar que envolvia o Monte, numa paisagem inesquecível e terna , levando em consideração que suas causas foram altruístas e determinadas teve um grande efeito imensurável. Há dois passos do templos do Delfos resurgiu como uma encantamento de realidade as suas duas almas de vida. Estavam mais vivos que nunca! eram seu pai, Sócrates mais real impossível com mesmo olhos castanhos escondendo um amor imenso e sua mãe Olympe mais radiante ainda num sorriso espetacular e olhos verdes caramelos que refletia o mesmo do seu pequeno pensador. Ligeiramente, o pequeno e grande filosofo corre em direção aos seus pais tão emocionado que as lágrimas cortou a face num rosto de felicidade plena. Todos estão ao abraço que integrava a vida destes, como se sentisse a essência da verdade estavam novamente unidos e muito perto para conquistar aquilo que sempre esperavam: “CRIAÇÃO DE NOVO UNIVERSO DIANTE VERDADEIRA VIDA PLENA E JUSTA”.  As palavras eram ditas nos olhares, estavam tão surpresos que silêncio soava como uma sinfonia matando a saudade da distância. Até que rompeu a voz mais terna que o grande Platino lembrava, naquele templo antigo de pilares com vários troncos espalhados num campo sob o mar havia milhares de flores de lótus:

     – Meu pequeno pensador, sabia que conseguiria passar por tudo isto foi muito difícil para tu, meu querido. Também para nós foi mais ainda, deixá-lo sozinho sob custódia de grandes sábio dos livros. Mas todos os dias, minutos, pensava em ti e rezava para que tudo desse certo. Tínhamos que continuar o caminho de verdade dos nossos pais, e acendrais e para isto não poderia levá-lo, tinha que deixá-lo amadurece com tempo. Este jornada se faz sozinho, pois como deve ter percebido não conseguimos chegar ao topo do Monte Sumeru….

     -Eu também estava morrendo de saudade de vocês, minha querida mãe e pai. Foi muito complicado sobreviver neste submundo sem vocês… – o pequeno pensador exclama flutuando nas palavras ate que seu pai interrompe corrigindo-o.

     – O melhor neste  PRÉ MUNDO,  o submundo será libertado, e todos as sombras terão uma vida digna, até mesmo os mais maléficos, no entanto, terão que sofrer seu carma. Meu grande filósofo, sabia que tu conseguirias com tanta bravura e sua fé insubstituível e sua razão pulsante. E como sua mãe estava falando, não conseguimos atingir o  Novo Mundo, e criar um novo Universo, pois faltava o VERDADEIRO BUDISTA DE TODOS OS TEMPOS DA PEQUENA FLOR DE LÓTUS.

     – Verdadeiro Budista de todos os tempos  da pequena flor de lótus? Quem é? Devemos encontrá-lo rapidamente

     – Espere, o verdadeiro budista do presente é tu, meu querido pequeno pensador. Que com sua pureza e fé sondou a iluminação plena, e sabe o tronco do Kossen-rufu e Chakubuku e sua caixinha que está o bilhete de seus avós  juntos com A verdadeira Lei Mítica, retire e integra-se neste círculo que simboliza a eternidade. Para que possamos chegar ao intransponível, atingir o verdadeiro universo da vida que tenha liberdade, justiça, igualdade, amor, e mais supremo de tudo a felicidade plena e sabedoria digna, sem sofrimento e maleficência. – revelou com uma doce voz sua mãe

     Num silêncio surpreso e radiante, O Grande Buda Platino juntou os restos dos troncos da madeira de Kossen-rufu e Chakubuku e centrou sua mente na recitação do Daimoku e de dois capítulos importantes que seu avô, Nitiren, ensinara. Hoben(meios)  e Jyros, isto chamavam Gongyon. Numa voz firme cheia de fé, seus pais também acompanhavam num ritmo vivido cheio de graça. Um ritmo acelerava e os corações que palpitavam rapidamente e sentiam-se que unirá seus verdadeiros ser com todo universo, estava transcendente ao verdadeiro universo que renascia atrás das poeiras da destruição.

     Uma explosão incandescente expandiam e  fazia surgir  O NOVO UNIVERSO. O FIM SÚBITO acometera. E ILUMINAÇÃO PLENA fora atingida pelos três. O ar era mais puro e dava vida a todos os novos seres, e humanizava todos aqueles que foram contaminados pelas sombras. Todos foram libertos do submundo (mundo das aparências), no entanto, o sacrifício fora pactuado, era o Fim súbito…..do grande Escombros das sombras, agora realmente só restará escombros, desintegrou ao nada.

XII- As luzes libertárias da vida

     Um campo imenso envolvido sobre o mar da felicidade, havia várias flores de lótus. E novo jovem e grande buda Platino e seus grandes mestres fonte de vida: Sócrates e Olympe Gongyo estavam mais vivo na alma da verdade. Apesar de mortos nunca esqueceria a importância e seus avós Nitiren Daishonin, Beauvoir Simonette e Sidarta Gautama e Bronte Emill, além de outros ancestrais como o grande filósofo Platão  e misteriosa Clarice Lispector.

     Todos lutaram em busca de por várias ideias e ali estava: A VERDADEIRA VIDA, atrás das sombras. Um novo mundo em que a felicidade é coração de todos os seres que viviam na confraternização de cada dia. Aquele era verdadeira Revolução Humana, do Kossen-rufu que propagava dignamente para todos o Chakubuku.

     -Nasci na sombra e renasci numa flor de lótus. A todos muita vida e felicidade plenas, desfrutem cada instante de maneira mais digna- proclamou aos céus e ao infinito o grande jovem Buda.

     – Viva a eternidade, de pequeno pensador ao grande buda- diz chorando sua mãe que tornar junto com seu pai grande Buda da nova ordem da verdadeira vida.

     – De grande filosofo à grande buda. Estou muito orgulhoso de tudo, e sinto uma vida tão plena, este novo mundo é mavioso, tudo está devidamente acertado. O sol é a felicidade que nasce e renasce todos os dias, e lua é a sabedoria que gira em torna deste novo mundo.

     Viveram muitos anos na harmonia plena sob as maresias de pequenas adversidades que eram superadas com muita fé conciliada com razão pulsante. Até que  um dia de sol súbito, seu pai com 97 anos desfalece de morte natural a margem do rio da renascença. O novo mundo parou durante um tempo para curvar diante ao luto, no entanto, sua vida foi digna e deixou nela uma eternidade que nunca perderá sua imensa vida., influencia do grande buda Sakaymuni:

     “Assim como as pedras preciosas são tiradas da terra, a virtude surge dos bons atos e a sabedoria nasce da mente pura e tranquila. Para se andar com segurança, nos labirintos da vida humana, é necessário que se tenham como guias a luz da sabedoria e virtude.” (18)

     Como homenagem ao grande pai, o jovem Buda redigia com seu coração Apologia a Sócrates, pois mesmo deixando duas obras revolucionária  “Estabelecimento do Ensino Correto para paz da Nação”, ideias de seu sogro Nitiren não pode concluir e A nova república inspirado no ancestral Platão, sentia a necessidade de estabelecer a grande revolução atingida devido estes grandes mestres. Um dos trechos que todos lembram comovidos : “’Uma vez, de fato, indo a Delfos, ousou interrogar o oráculo a respeito disso e – não façais rumor, por isso que digo – perguntou-lhe, pois, se havia alguém mais sábio que eu. Ora, a pitonisa respondeu que não havia ninguém mais sábio. E a testemunha disso é seu irmão, que aqui está.’ (19)Meu grande mestre que foi o pioneiro a admitir a ignorância e ultrapassa o limite da razão, e atingir juntamente com grande Olympe, sua eterna esposa, e minha eterna mãe.” Além de sua extensão obra reveladores como saga da Revolução Humana, influencia por seu novo discípulo Daisaku Ikeda.

     Com os  mesmos olhos verdes caramelados que não envelhece, escorria uma longa lágrima. Olympe que agora já com 84 anos, sofria uma tristeza passiva em seu coração sentia uma dor silenciosa. Apesar da morte do marido sentia-o vivo e eterno dentro dela. A ventania de sentimentos liberta seus cabelos ainda longos e esbranquiçados pelo tempo, num olhar para infinito avista Uma nova vida.:  A eternidade. Enquanto pensava “O maior poder é pureza do coração e nada morria ali dentro, um novo ressurgiu sinto brisa da eternidade em minhas faces. Seja onde estiver meu único amor estarei contigo. Aos meus eternos e guerreiros pais que sempre persistiram em lutar para conquistar este universo, conseguimos finalmente. Grito com grande alivio. Minha mãe Beauvoir Simonette que revolucionou a história da mulher e de todo o ser, ao meu pai Nitiren Daishonin que mostrou os meios da iluminação, aos meus sogros Sidarta que renuncia grande coisa de sua vida para buscar a iluminação e Bronte Emill que foi brutalmente assassinada por um ideal. Todos sacrificaram por um ideal que finalmente fora conquistada com minha luta de meu eterno marido e do meu querido filho.”

     Ao termina a prece, o grande Buda dos novos tempos, que agora tinha 66 anos com mesmos olhos da mãe e cabelos com ruivo acastanhados num rosto envelhecido numa pureza e ternura, aproxima de sua mãe e juntos sente abraço do mundo e das pessoas mais amadas. Ambos escutam numa sinfonia as palavras de consolo: “Lutei com grande garra para melhorar a história a mulher. Vejo que igualdade agora é plena. Tenho uma grande gratidão, com coração cheio de amor por minha querida filha, meu grande budinha.”- ressonou numa melodia da sua mãe eterna “ A iluminação plena é atingida quando há muita fé pura dentro do coração, percebo que seguiu tudo que ensinei. Nós te amamos  demais e nosso grande neto que nós dá muito orgulho “. “Quanta glória e conquista através de muitas adversidades e superação, não sofra muito a morte de meu filho ele está na eternidade de outra vida junto com todos nós e minha esposa. Aqui vivemos a puríssima eternidade. Nosso coração transporta de alegria e amor por todos vós.”- afirmou num compasso terno e pleno “Que grande conquista e agora vejo que todas minhas utopias foram alcançadas pelo bem da humanidade. Meu sofrimento foi morto junto com o mal que havia no submundo. Desejo uma eterna felicidade, grande feminista Olympe e meu netinho da iluminação plena.”- recitou emocionada a eterna Bronte Emill. “Meu único e grande amor, não sofras por mim, estou na eternidade plena e felicidade. Conseguimos juntos conquistar e renascer um novo e digno mundo. Mesmo eu não estando ao teu lado, sempre estarei contigo em teu coração, no nosso, e do nosso grande filho, o Buda Platino. Para sempre…”- falou como um vento de um brisa magnífica e pura.

     Ao coração da verdade fixaram aqueles dizeres da eternidade. O novo mundo fora restaurado, a lei mítica fora atingida por todos. A verdade era terna e serena como vento ao limite dos tempos.  Ainda continuava intacta as palavras da vida:

“Eu e meus discípulos, mesmo que ocorram vários obstáculos e maldades, desde que não se crie a dúvida no coração, atingiremos naturalmente o estado de Buda. Não duvidem dos benefícios do Sutra de Lótus mesmo que não haja proteção dos céus. Não lamentem a ausência de segurança e tranquilidade na vida presente. Embora tenha ensinado dia e noite a meus discípulos, todos, criando a dúvida, abandonaram a fé. O que é costumeiro no tolo é esquecer nas horas cruciais o que prometera nas horas normais.”

     O poder de todas aquelas palavras tingiram aqueles livro em branco, aquelas mesma palavra era da verdadeira vida e intitulava-se: Das sombras à iluminação. A grande história da libertação do mundo das sombras para verdadeiro e digno mundo. A eternidade resplandece como uma água serena que ilumina todo o horizonte de novas retinas.

 

 

 

 

 

Referências e Notas:

¹ A hora da estrela (Clarice Lispector)

² O segundo sexo I (Fatos e Mitos) – Simone Beauvoir

³ O segundo sexo II(Experiência Vívida) – Simone Beauvoir

4- Abertura dos Olhos- Nitiren Daishonin

5- Poema Sete de Mário Sá Carneiro

6- O segundo I(Fatos e Mitos)- Simone Beauvoir

8- Ver nota 4

7- Declaração dos direitos das mulheres- Olympe de Gouges

9- A república – Platão

10- Chakubuku significa propaga o verdadeiro budismo do Sutra de Lótus, e kossen-rufu é busca da paz mundial por meio da revolução humana.

11-  Nitiren Daishonin(Goshon)

12- Citação de Sidarta  disponível em (http://searacosmica.blogspot.com.br/2011/02/frases-do-ser-iluminado-sidarta-gautama.html)

13- Citação retirada do filme V de vingança

14- Ver nota 2

15- Título fictício

16- Ver nota 12

17- Templos Delfos de acordo com mitologia grega

18- Ver nota 12

19- Ver nota 9