Fluídos

     Ouve-se uma voz: “Até a realidade pode ser bastante irreal.” ( A mulher do viajante no tempo-Audrey Niffenegger-363).

(…)

     Estão plenos, desconexos, largados e inacabados. Deslizavam numa superfície sólida e frágil, estavam prestes a derreter, transformando em líquido. Esse licor é a parte mais purificadora e verossímil que persistia em existir. Ali, era nascente de várias coisas, que posteriormente eram intituladas e identificados, muitas vezes indefinidas por si mesma. Nesse caso, eram notificados ao recinto dos enigmas, desvendados individualmente em seu tempo.

     A integração estava acontecendo, havia liberdade para escolher um caminho, mas na maioria das circunstâncias eram influenciado pelo meio, desde do físico, metafísico, sinestético conduzidos pelas matizes do empirismo, pragmático, ilógico, e.t.c (Escondidos Totalmente e Calados). Esses pólos estavam aliando-se, descontrole, a impulsão é a própria respiração, o ar é a linguagem que constituía um pedaço de sua face.

(…)

    O alguém disse para o ninguém:

” – E cada dia teremos menos. E depois nenhum.

-Você preferiria, então, não ter nada?

– Não. É aqui que  eu venho sempre. Desde que meu tempo começou. E quanto eu for embora daqui, este será o ponto intermediário, para o qual tudo corria antes, e do qual tudo correrá. Mas agora, meu amor, estamos aqui, estamos agora, aqueles outros tempos correm em outro lugar.”

Possessão A.S Byatt