Em outro lugar…

     Encontrou-me no pulsar mais íntimo, profundo e intenso do âmago vida. Essa expressividade que tocava dentro de si num ímpeto tão brando. Estava conhecendo novos caminhos todos eram guiados pelo ID, aquele mundo de sonhos. Costumava dizer simplesmente que eram sonho-realista, que ao mesmo instante de idealizar já concretizava. Um espanto tudo ao redor mudava a direção, sabia que essa ano seriam uma nova translação de vida e sentimentos. Isso que mais importava na vida, não sabia ainda como traduzir. Essa imensa natureza que invadia cada partícula movida pelo instinto de ser feliz, uma ânsia um querer de estar-viva. Um estado sagrado que é alcançado quando os sentimentos unidos são insuficientes,  então juntos traz uma energia potente do apogeu da própria vida. Uns dos pontos máximos em que a felicidade, afeto são poucos perto do estar-viva.

     Quando o tempo inexiste. Quando os olhos encontram-se. O coração acelera-se e unifica-se. Sinto viva ao teu lado nada pode contraria isso, é fato. Não há ninguém que explique qual é motivo de eu ter o maior sentimento do mundo. Não precisa de explicação, apenas sopro sereno e ardente desses verdadeiros e crescentes sentimentos. Ainda não inventei a palavra para descrever a grandiosidade que percorrer a superfície vitaliza desse universo. O nosso universo….

Soneto da Fidelidade

Vinícius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

                                

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento

 

E assim, quando mais tarde procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa me dizer do amor(que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.


O prelúdio: Assim dizia a vida

“We need to feel breathless with love/ And not collapse under its weight/I’m gasping for the air to fill/My lungs with everything/ I’ve lost/ Precisamos nos sentir sem fôlego com o amor,e não desabar sob o seu peso./ Eu estou desesperado pelo ar para preencher meus pulmões com tudo o que eu perdi.” (It Begining to get me- Snow Patrol) 

“Sem dor e sacrifício não podemos alcançar nada” (Clube da luta- Chuck Palahniuk)

      É prelúdio o novo nasceu, os pesadelos adormeceram, e os sonhos perpetuaram e preencheram todo o espaço daquela vida. Havia ocorrido tantas coisas que nem mesma eu, a palavra, conseguia expressar ordenadamente. Uma explosão, o sonho acordado estava realmente acontecendo, não havia ilusões, os olhos podiam sentir essa força que clareava todos os cantos da vida. Os fatos antecedentes foram sofríveis, pois sabia que o sofrimento compunha a essência humana, assim dizia Arthur Schopenhauer. A mente, o coração, o seu ter, o seu ser, tudo que havia estava em colapso.

      Esse dia será inesquecível, se caso caia no esquecimento não terá importância, pois nesse lugar construo meus outros sonhos. Mas sempre o primeiro é difícil ser esquecido, o primeiro dia do ano, a primeira música, o primeiro sentimento, o primeiro alguém. O início é abertura de outro mundo com novas experiências, conquistas e realizações.

      Às vezes não há necessidade da busca, as coisas conectam-se e encontram-se num fluxo eloquente. Mas isso não quer dizer que devemos ficar estagnados e esperar o destino fazer sua missão, precisamos deixar levar pela força interior e com essa determinação, que vai além de uma simples palavra é algo vivo. Estava embriagada de tantos sonhos, porém havia algo distinto, muitos eram realidade. Enquanto outros permeavam a margem de algum futuro. Sabia que num piscar de olhos a vida muda.

      Apesar de tudo às vezes tudo é efêmero como arco-íris, assim dizia Virginia Wolf. Assim dizia a vida. Assim dizia eu a palavra, eu o coração, eu a mente, eu mesma por inteira.

Os relapsos: Ao lado da vida

      Estava imersa nas excessividades, tudo transbordava e ultrapassava o limite de realidade. Num som eufórico proclamavam a reinação dos sonhos, haviam vencidos. Mas a questão não era de vitória ou derrota, perdas e ganhos, não estava exposta nesse dualidade antagônica. Era simplesmente algo de ser, como personaliza-se e nutria uma autônoma vida. Algo insólito deixava essa sensação, pois sempre é sinistro, aquilo que não consegue descrever, discernir, e organizar num entendimento. Mas como agradava-lhe o não-entendimento, e sua sintonia tão pactuante com aquele ser  que venerava o âmago puro da loucura. Desse objeto construía  aquilo que considerava de vida,  isso era sua fonte inesgotável, pois mesmo no vazio fúnebre, criava horizontes cálidos de uma noite mal-expressada.

      Caminhara chegara ao fim de uma fase, pequenos feixes obscuros estavam tapados, a enterrados no cemitério do esquecimento, haviam várias lápides que ficaram jazidas em seus cantos dentro da memória do esquecimento. Nada mais daquilo assombrava, a experiência é passo final para superação. Com toda certeza ainda havia as grandes correntes humanas que eram: o medo que sempre existirá, pois nasce no desconhecido e morre na experiência, e renasce para alimentar outros sentimentos que precisam dele para sobreviver. A indolência, sim grande louvada preguiça, o estilo Macunaíma de viver, não percorre apenas nos sangues dos brasileiros, mas de todos nós humanos. Esse estado inerte meditativo, um ócio que pode conter pequenas epifanias e dá origem ao uma nova invenção, ou talvez apenas acalentar a vida que movimenta-se rapidamente e cruza com muitos fatos metódicos. Além do medo e da preguiça há outros itens, porém esses prevalecem e estão composto na natureza humana.

      Era complexo definir uma forma de  memorizar em mim,  a palavra, esse pedaço de vida que delineou em 365 dias. Nesse tempo que ainda continua mais misterioso e equivocada sua definição, cada instante é uma consistência distinta ou apenas uma réplica do ontem. Nesse ritmo navegava e retirava do ar, além do oxigênio, retirava a vida que purificava e alimentava a cada retalho. Nunca deixará de caminhar, sempre a percorrer, transformar-se, ou apenas perde-se ao infinito, mesmo sabendo que a vida carnal seja mortal, tem algo que aproxima-se da imortalidade é a ideia, não uma   simplória composta por pensamentos, teorias, ideologias e cias. A ideia expressar algo mais além disso, é fato vívido de um alguém, além de uma breve memória, são as  vozes silenciadas por mim, a palavra, e segmentos como: palavra-sentida, não-palavra, palavra de não-pensamento, e assim percorre, cada uma com suas específicas definições mutantes.

      Dentro daquelas notáveis horas, reviviam fugazmente momentos memoráveis, talvez seja esquecido pela mente, mas nunca pelo coração. Nada de nostalgia, estava feliz com presente. Sabia a grande diferença da expectativa para realidade, mas esse abismo não assustará mais, pois conseguiu conciliará e fundir num único objeto. Talvez um dia poderia acha que estava enganada, mas até lá, teria muitos horizontes para descobrir. Como uma luz noturna, onde olhos refletiam a paixão de viver. Desconhecia onde encontrou aquilo, não importava, talvez mudará, mas gostava de sentir-se assim. Nesse estado momentâneo trazia um relâmpago de eternidade.

O pêndulo da vida

“O meu hoje está no ontem. E meu amanhã está nas reticências(…)”

     Naquele caderno antigo escrevia um retalho de sentimento, e impregnava as palavras de pulsações. No instante, onde quase todos adormeciam tácitos dentro de seu universo, ela estava despertar delirando em emoções descontroladas. Um som tão intenso e potente que escutava, provocava-lhe em todos os cantos desconhecidos daquele coração fragilizado. Estava muito próxima, como sentirá dentro de si mesma. O inesperado chegou e revelou-se aquilo impressionou, o medo foi atenuando e substituído por outras sensações imanentes, estava cada momento descobrindo um novo caminho para percorrer. Não havia dúvidas, sempre seguirá a canção do coração, pois essa voz grita mais alto, e a partir disso que conquista a felicidade de viver sorrindo. Em sua face sempre estava riscado um sorriso, como se fosse delineado pelo vento iluminado pela lua, uma sinceridade era exalada, a verdade era o ar que respirava, necessitava dela para sobreviver. Era um recurso inevitável que cultuava em todas as horas de sua vida.

     Novamente, em quatro paredes idealizava e revivia ternos instantes de sua vida real. As utopias eram surreais e coloriam as paredes de concretos, com vários contraste de cores e iluminação. Em cada cômodo criava uma janela, para que fugisse às vezes da realidade e atravessa-se as fronteiras das delimitações das coisas. Em algum momento atingirá o  além de tudo, onde basta sentir para poder viver realmente livre ao lado de suas utopias. Apesar de ainda não ter conseguido alcançar esse objetivo, não amargurou-se, apenas sentia a resplandecência da esperança crescente de um dia conquistar. Mas não tinha tanta pretensão de fugir da realidade, pois o real agora era um sonho. Sonhar não há limites.

     A partir desse instante, percebe como o seu espírito encontrava-se em liberdade, estava desfrutando dessa façanha. Estava voando nas pétalas de todos sentimentos, navegava em fatos inesperados que decorreram numa passado-presente que eram memorizados, mas tudo que não cabia na mente fixava no coração, eram registrados e mantinham imortais. Pois esse órgão é parte mais sagrada dela, apesar de sua mortalidade, nunca deixará de viver, mesmo que seja na lembrança de um velho poema, ou no íris do tempo.

     Por mais que tentasse, não seria possível definir e delimitar em breves palavras tudo que transcorria,  no corpo da mente, e na alma dos sentimentos. Não importava, apreensiva deixe-se leva-se para  o seu lugar favorito o não-tempo. Dali encontrou-se com a eternidade.

“(…)Não há tempo para viver tudo aquilo que desejo, mas aquele que é registrado não é pelo ponteiro é pelo coração. Esse era o meu pêndulo, isso era viver plenamente. “

Imortal

    Entre o silêncio e a palavra, havia aquilo que sente-se o sabor insaciável, havia o beijo estalado e úmido aos lábios. Aquele era o ato digno para consagra dois sentimentos, algo recíproco.  Os olhos sempre são desconexos, ainda desconhecia a tradução da pupila das emoções. Nesse intermédio encontrava tudo que não expressava em palavras, apenas em ações, o corpo seguia a naturalidades dos desejos. Um à um realizando e delineando os capítulos de cada instante dentro de sua plenitude.

    Todos as suas histórias nunca teriam começo para não chegar no fim, seria a eternidade terna. Mesmo que morra na realidade, permanecia na memória. Naquela noite recordava de sua tarde debaixo do céu feito de nuvens de novas descobertas. Ali, não havia controle político, apenas a sintonia profunda dos sentimentos. As linhas construíam conforme a inspiração cantarolada pelo coração. Ninguém seria capaz de silenciar aquela voz potente e grandiosa.  Mesmo depois da morte, algo permanecia intacto e vivo.

Um sonho numa noite estrelada

     

    Com olhos para o infinito imaginei-me numa manhã ao despertar e comecei a  flutuar em teus sonhos, sensações e desejos mais profundos e intensos. Sentir o pulsar do teu coração junto ao meu, fundindo-se único órgão “Diga-me vida quanto tempo esperarei para encontrar esse alguém tão distante do meu presente, e perto do meu futuro.” Um fluxo balbucia num grito tão suave que adormece meus lábios secos por algum amanhã que irradiaria todo o meu destino. O inesperado, a conquista dos sentimentos serão enlaçados e receberam o deleito de uma efêmera e intensa paixão.

-Mas onde depara tudo isso?- pergunto aflita e ansiosa

-Tenha paciência, pelo caminho que caminhas encontrarás, se muitas delongas, seus passos depararam com um selo breve de alguém

– Desconheço tudo isso, tenho falsas  e receosas expectativas, não quero aceita-las encontro num turbilhão conflitante e caótico. Ainda não resolvi os passos que darei.

-Espere, amanhã tudo será diferente.

-Mas quando chegarei nesse amanhã.. Pois sei que é impossível só consigo viver um tempo, e este é o presente. E tão perpetuo e consistente. Com esse manto invisível cumpro de noite para dormir. Sob um céu estrelado, estrelas essas que nascem de utopias e fortificam-se em esperanças imortais. Tudo isso modifica a rotação da minha vida. Ela não me pertence, mas tenho controle nas coisas vitais que acometem. Quando será esse amanhã, talvez esse dia fixa num sorriso verdadeiro fatigando de tanto esperar. Ou, atrás de um espelho abandonado e velho, esquecido por um período pelo próprio tempo. Quanto infortúnio! Quero sentir, ver esse olhar tão expressivo e oculto pelo espelho embaçado pelo suspiro inebriante de prazer. Vejo através das longevidades do tempo. Esse alguém está lá a minha espera.

     Depois dessas divagações, suspirou e estagnou-se por um certo momento, estava sob narcótico das ilusões. Em cima da escrivaninha encontrava-se vários papeis avulsos e disseminados entre os livro de poesias, coletâneas e contos que tanto agradava-lhe. No meio de tudo isso, estava um copo com líquido na metade, havia tomando em demasia a poção da ilusão. Era tarde demais perder-se-á no mundo das ilusões, apesar de ser um caminho falso, teria felicidade plena. Mas isso não é sentido da vida, uma tola criação, mas na realidade não tem-se eterna felicidade, isso ela não dispunha, apenas de momentos tão curtos quando o próprio ar que respiras.

     Num intervalo de tempo, tudo regressaria na realidade. Mas até lá, continua na satisfação de suas linhas circulares e desconexas, sempre encontrava dentro e contraditoriamente fora de si. Era engolida pelo próprio grito, esse era o seu livre-arbítrio tinha o direito do grito, e dele fazia muito proveito. E depois era solta pela voz alta que invadia todas as noites estreladas, como aquelas. O seu céu era composto de sua identidade fragmentada, sentimentos mais profundos, sua alma era alojada e oculta por estes, idealizações, ideologias, pensamentos, filosofias, desejos, utopias, tudo que era concreto, abstrato e metafísico delineava em várias tonalidades de cores, pintando o infinito e o horizonte céu com estrelas…..

-Abraça-me eternamente felicidade. Adeus, o ontem. Estou vivendo esse amanhã tão misteriosamente intenso e apaixonante. Não sei onde estou e nem que és tu que falas comigo. Sei que tu és o alguém que tanto esperei e já que agora encontrei, viverei a mortalidade desse sentimento. Como diz o poeta Vinicius de Morais que seja eterno enquanto dure….

    Ela estava absorta diante aquele olhar tão sincero e penetrante do espelho, que entregou-se de corpo e alma para aquele outrem. Desconhecia a identidade, não usava mais o entendimento. Pois a vida não é questão de lógica e sim de sentir o mais profundo âmago das coisas….Encontrará o seu amanhã, e este era apenas um outro hoje. Aquele que sempre esperou com grandes enraizadas esperanças que matinhas o tronco da espera firme e erguido. A realidade não importava-lhe, que viveria para sempre um sonho de uma noite estrelada..

O surgimento

       Quando desperta parece tarde demais para retornar e modificar minutos atrás. Instantes que ocorreram e perderam no passado. Agora o tempo queimava-lhe dentro do âmago, todas os conceitos e esteriótipos estavam ali perpetuando-se e gritando em seus ouvidos. “Estamos aqui, existimos.” A moral. A ciência. A filosofia. A ética. A política. A ideologia. A vida. A morte. A palavra. O silêncio. O pensamento. Todos dentro de seu tempo, uma medição que não utilizam o símbolo, apenas com o palpitar do coração. Aquele era o seu relógio. As indagações estavam tácitas e dentro do silêncio questionavam-se. Qual a finalidade a importância de tudo que circundam, o que leva a existência de tudo. Para quê? Porquê? Onde que levará?. As dúvidas encobriam num manto sombrio e incerto, caminhava na margem das dúvidas nesse mar que fazia todos os seus dias um novo caminho para percorrer. Passo à passo chegaria em algum lugar. Passo à passo a vida afastava-se e a morte aproximava-se. Passo à passo transitava entre o presente e o futuro. Até não houverem mais estrada, mais nada. Onde o tudo que sempre existiu, reduziria-se à pó. Como as poeiras que o vento leva para ao infinito…

   Lá no infinito propagam e nunca mais retornam a existência. Fugindo daquele lugar. Para sempre tudo perde-se, e uma nova vida nascerá na eternidade. Subitamente o silêncio balbucia em sua mente: ” O eterno sempre existiu e dali que deriva todas as outras criações.”

    De olhos fechados estava imersa ao nada, dentro de lá surgiria os componentes concretos, abstratos e inanimados e os seres vivos. Uma nova sociedade estava preste a nascer e germinar no nada, na eternidade que sempre existirá, pois dentro desta não há tempo que possa medir sua vida. Somente as coisas que preenchê o mundo são finitas, cada um com seu prazo e com seu tempo. A espera do último badalar do relógio da mortalidade. Até lá há vida, há caminhos, há destino para serem vividos e construídos. Dali viria outros surgimentos de vários milênios da vida.

Do outro lado…

    – Que horas são ? – indagou uma voz no âmago daquele túnel…

    O sol estava se escondendo atrás de nebulosas nuvens, deixando o dia com uma face desvanecida e vazia. Sophie ficou surpresa com a voz que surgirá do outro lado do túnel, aquelas  palavras trouxe recordações num passado em que o tempo não existia, a vida dela se perdia nas profundezas do amor. Algo que não sobrevive sozinho. O vento soprou bruscamente em sua face e fez despertar para aquele presente solitário e sombrio. Como tudo havia acabando fugazmente, quando os olhos abriram se encontrava na realidade efêmera e oscilante. Nunca havia visto essa face rígida e brutal da vida.

    – Que horas são, por favor? – novamente aquela mesma voz.

    Sophie hesitou e depois respondeu incerta: -…Pelo céu deve ser provavelmente 17:00. Mas porquê? Quem é você? Onde dar esse outro lado do túnel. –  Estava se aproximado da voz sentia isso em seu coração. Dentro do túnel estava tudo tenebrosamente e escuro, caminhava no silêncio sob a cegueira dos olhos, que nada viam além do preto que prevalecia no recinto. Aguardava ansiosa as respostas daquele alguém que esperava no outro lado. O único barulho era de sua própria respiração ofegante. Subitamente algo cortou o véu do silêncio:

    – Você sabe quem sou. Sabe o que te esperar aqui do outro lado. O tempo aqui não é definido por números, mas pela palpitarem de sua vida, ou melhor, do seu coração. E pelo visto ainda não sabe o que aconteceu com você. Mas ouça dentro de você, e descubra aquilo que já sabe.

    Sophie fica assustada com as afirmativas daquela voz insólita. E lentamente coloca a mão sob o coração, e de repente descobre que nada palpitava lá dentro, ficou pasma, passou a  mão pelo corpo e a face sentia-se viva… Ainda respirava…Não seria possível, como havia morrido?…O que será que aconteceu?, mas precisava descobrir o resto que estava escondido em seu passado. Alguns flash invade a mente de Sophie e fica perplexa com o rumo das coisas, e finalmente encontrar as respostas que sempre sabia…. Não havia morrido, pelo menos sua vida não, mas o seu corpo. Aquelas palavras brotaram diante dos olhos: “A vida é eterna. Nós seres mortais que mais tarde ou mais cedo, encontrará o outro lado…”

    E lá estava ela caminhando no silêncio do outro lado, e repentinamente percebe que está flutuando. Agora não é mais um ser material. É uma alma. Uma voz que busca o outro lado…. Até que chegou naquele lugar e finalmente compreendeu todos os mistérios. Ali, era o fim, o inicio.O vazio é que preenchia o restos dos seus dias. Aquele era o outro lado do túnel. A passagem do corpo para alma.