As leis dos ismos

A televisão ligada. Aquele voz já bastava 

Uma burocracia é aforismo dos dias

As sementes vendidas alimentado o capitalismo

O aforismo do capitalismo: Logo já! Estavam caído no abismo.

Consumindo o âmago do mundo

O mundo é agnosticismo de retalhos incertos. 

Numa luta encerrada de egocentrismo

O anúncio que redige ‘as leis dos ismos’

Na hipocrisia que rodeavam 

Uma flor que guardava sua essência

Somente o perfume é cântico da existência

Enquanto não há salvação continuavam com ausência

A incerteza contradiz com sua estrela

No silêncio que nada se diz

Apenas um instante como risco de giz

A vida sussurra 

Estou por aí! Perto de ti

Mas o zumbi adormecido não sente. Não há cura

Talvez houvesse esquecido que não se compreender

O sentimento é âmago do entendimento-sentido 

Uma máscara colocada dentro do coração da verdade

A dissimulação distorcida que traz o aspirar feliz

É isso todos querem

No sorriso ocultado da escuridão

Que era o abrigo da iluminação

Se escondia a vozes de todos dentro da televisão

Haviam roubado. De todos

Precisam para seguirem as leis dos ismos

Tarde demais estavam dentro do abismo

Não havia mais sorriso. Somente um risco no chão

Dizendo:

‘Silêncio ‘ 

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Vende-se longo ali!

O capital do mundo
Era um inseto imundo
Vendia o ar que respiravam
O tempo que levavam
Uma sistematização dissimulada na visão do poder
“Todos vendidos! – o aforismo do capitalismo
Longo ali
O caminho vencido
Eram ganhadores pelas dores de sua morte
Não havia nem sorte nem azar
Sem distinção eram perdurados
Para secaram até se ressecarem ao sol
Ao sol que queimava nas chamas pecaminosas
Estavam vendidos, apenas as lembranças
Das gotas que nunca envelheceram
As lágrimas dos olhos….

As salivas sangrentas


    O ar em que respiravam era apodrecido e exausto. Aquele hálito fatigado nos reflexos da injustiça, esse é o hino de todos os dias. Uma transcorrência de fatos corriqueiros, sob o corredor infinito e estreito da esperança pelo imprevisível. O chão se encontrava poças sangrentas, os sacrifícios gotejados sob a sonoridade sufocada pela quietude. Os passos eram na tortura, levando consigo o fardo que era a vida, naquele peso insustentável. O tempo que pingava aqueles pingos letárgicos. Desconhecidas eram aquelas gotas que se esvaia na dolorida vida. Estavam submissos a essa constância inexistente, apenas criado. Como tudo um dia foi criado. Uma criação no manto ilusório das matrizes, um cativeiro para cada fôlego.

– É distante, mas conseguiremos encontrá-la – as vozes que exalam a esperança, nas salivas sangrentas escorrida dos lábios.

    Um grito da alma estava devorando, na fome que salivava as réstias  empoeiradas pelo saber. Aquele fôlego da ânsia que respirava na alergia que dispunha, ao nota-se que é uma perdição desconexa e perdida nos paradoxos das incertezas. Como era imprevisível, nos pedaços descolados que protegiam o mundo com a própria desgraça. A proteção era uma ameaça, uma pedra estagnada. Os pulsares dos corações, a esperança, o órgão vital que apenas com leve sopro. Aquele sopro da vida transpassado nas faces sem identidades. Um laço tênue que matinha com o outro coração da terra. O mundo que vincula com sua vida.

    A compreensão e devoção do saber impossibilitava o enlaço. Como uma colina infinita, o escape é insanidade que estava perdida nas reticências. Aquele laço através da ingenuidade iriam salva-los. Um pacto com mundo. Enquanto isso esperava nos cantos ardentes espelhados pelo sol. Despejado as salivas sangrentas. As gotas daqueles lábios rachados nos pedaços mordidos. O canibalismo da vitalidade, não vivida. Apenas pensavam. Os pensamentos era um compasso dissimulado que alienava no seu próprio fôlego.

– Não agüentamos mais!- um grito ecoado naquele vazio.

    O vácuo sem distância e perdido. A intolerância daquelas vozes que estavam aclamado. A espera do candor da liberdade de sua absolvição, quando iria chegar. Isso é uma promessa que tinha que se cumprida. Na espera demorada, caminhava no caminho da insanidade. É perdido ciclo caótico que movimentava a vida. Uma densidade misteriosa que envolvia aquela palavra. Ainda ficava dispersa nas reticências.

-…- vozes eloqüentes

     Amanhã será um dia melhor. Mas esse amanhã nunca existirá.


– Roubarei a minha vida – diz a voz ladra acordada

– Não há escapatória estarei te perseguindo – indaga a injustiça

– Minha sabedoria está farda de questionar essa questão, por isso o devorarei.

– Eu sou o saber que te prende na armadilha da compreensão – a voz pomposa da sabedoria

– Eu sou a sentimento que pulsa no coração da verdade – bate o coração

– Eu sou incerto que se separada nas dualidades

– Eu  sou nada

– Eu sou tudo

– Eu sou aquilo que fica mudo

– Sou o silêncio….

– Não podemos viver, se não estaríamos desrespeitando as leis da vida – a voz da resignação

– Como seria ter um instante de liberdade no manto eterno do amor. Um instante feliz – diz a voz da esperança

Todas as coisas são nada que seduzem para verdade. Que traz um instante de tudo.Viver se tornou um crime. Quem conseguirá sobreviver. Vivem dentro de seus próprio silêncios. Algemados à morte e infelicidade.