Descaso e desordem de um desleixado poema

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Coletâneas de amores possíveis

        Em cada tilintar alguém vibrava dentro de si, um fluído intenso escorre na profundezas daquele mar. A maresia vinha numa sutileza que aquecia os corações apaixonados num olhar pleno e único, num elo imutável e uno. Naquele instante, não havia mais sofrimentos, dores e lamentações, somente a pura e digna felicidade e intensidade do amor verdadeiro. A areia límpida ardia a pele sob o raiar do sol da eternidade e as nuvens das certezas que dissipavam na grandiosidade do céu azul anil. Quando  aqueles pares de olhos se encontraram não havia mais tempo. O não -tempo era ritmo pulsante que unia cada partícula daquelas vidas numa integridade única e inesquecível.

       Atrás da ventania havia um serenidade peculiar que manchava o colo límpido dela, os olhos novamente se encontram num olhar pleno revelando  vasto amor que ambos sentiam dentro de suas respectivas almas. As águas claras estavam oscilando como um pulsar num ritmo radiante e incessante.

      Sentiam eternamente plenos…Na margem do não-tempo havia a vida plena e integra. Aquilo era umas das grandiosidade do amor.

Parte II- Vida líquida: O Castelo da infinidade

Sempre quando acordo, uma lembrança doce e sutil resplandece na memória do coração.

     Aquela razão emotiva compunha toda sintonia daquela vida tão plena e íntegra-“O que provocava um sorriso todos os momentos até de agonia e tristeza que, às vezes perpassava com suas trevas e sombras nivelando com sua degradação?” – Um objeto profere numa voz autoritária num timbre rígido e rancoroso.

     Atrás daquele véu podia enxergar a cegueira que era amar, que não era um simples um verbo intransitivo. Aliás, ao contrário, sua vitalidade dependia necessariamente do outro ser, para conectarem a alma naquele coração esperançoso e frágil. Estava correndo perigosamente por diversos caminhos que eram traçando no momento, a vida está em constante progresso. O gerúndio é magia terna de cada sorriso. Caminhando, sentindo, amando, tocando, beijando, entrelaçando, aos poucos transformando apenas em um ser mútuo.

    Um breve instante, sentia que estava entrando num lugar proibido e tão intenso que nem a pupila do tempo conseguiu conduzir os compassos frenéticos e profundos que eram pulsados.-” Qual era a verdade que destilava dentro daqueles corações ingênuos e repletos de desejos ardentes?”- Por que estava tão próximos do ato mortal? –Aquele último suspiro de prazer que rasgou o silêncio da noite tão inspiradora e acalentadora, estava sentindo o aquoso que escorria por toda parte do corpo, principalmente dos olhos que refletiam mais do que amor.– Sim, existia algo que ultrapassa o amor, conhecido como  Além do amor-  Dentro daquela imensidão não existia impossibilidade.

     O encantamento foi pactuado quando viram que dentro do íris havia alma de cada um(…) Como Castelo que surgir nas rochas, nada era impossível por mais fantástico que seja. Estavam em pirineus, estavam no Além do Amor…O infinito são as ondas que perpassam…


(PS: Como poderia acabar uma história infinita, que ainda está propagando na luz mais pura do que botão de flor. Além da vida, existia também Além do Amor. Apenas eles tinham ousadia de declarar para si o que escondiam suas almas.)

Parte I- Vida líquida: O além do amor

        Na liberdade encontrava todos as camuflagens dos seus sentimentos. “Que transcendência era esta? “– um suspiro da mente indaga- “Onde gostaria de chegar?”- a dúvida impermeável liberava todo o círculo daquele ambiente ainda desconhecido.

        Decairá em alguma parte tão intensa e vitaliza, nada impedia o nascimento daquele força suprema. No entanto, o medo agudo era um grito estridente e indigno que danificava o som melódico, mas aquilo não interrompia o crescimento daquele sentimento tão vasto.

        Nas curvas perniciosas encontrara o prazer divino, aquele licor que devorava alma era algo que atingi o mais íntimo. Aquela era via de toda sua vida, desconhecia seus impulsos instintivos e desejos puros que nasciam e fincava na terra macia. Lá, estava nascendo uma biodiversidade de vegetais raros produzidos pelo licor do pecado. – “Não havia pecado, apenas atitudes que sofrem preconceito, ou são injustas mesmos. Todos tem sua liberdade a partir do momento que nascem, podendo fazer da vida o que bem compreenderem”- Como era possível ser tão feliz e simultaneamente sentir culpada pela plenitude, tinha a falsa ilusão moralista que estava sendo corrompida ou pecadora.

        Estava inteiramente livre e plena, os quais dependiam daqueles sagrados momentos, que consagravam a comunhão com mais profundo de si. Todas as suas vozes eram exaladas através de sussurros tímidos e ardentes que permeavam todos os paradigmas. Dentro daquela liberdade líquida realizará a maioria de suas quimeras. Não era novidade que vida era líquida, reluzente e pura como cada momento que passava com Ele.

       Após alguns minutos ternos, Ela começa a redigir delicadamente um bilhete pequeno, deixando expresso seu alerta:” ‘Never let me go.. Never let me go’…Meu amor é maior do que posso sentir. Como uma explosão estou desintegrando para uma nova vida, e ela não pode ficar sem ti…Por isso, repito com toda força.. ‘Never let me go, never let me go…Never.. Never'(…) “- a folha estava úmida das lágrimas e deslizaram pela face gélida. Apesar de está inverno e um frio de congelar, lá dentro estava queimando da mais pura e durável paixão juntamente com Amor.

    Sob as estrelas sorrateiras Ela perdiam-se nos próprios delírios. Aquelas palavras poderosas estavam apunhalando e dilacerando todo o coração Dele. Ele que esperava o amanhecer para vislumbrar novamente aquele sorriso inesquecível e e gracioso que tanto alegrava-lhe. Ela e Ele, além de um casal, é um conjunto perfeito de todos os sentimentos intensos e possíveis que qualquer ser humano pode sentir, aliado com a escarlate paixão juntamente com Amor, os mestres dos sentimentos. Apenas eles conheciam as maravilhas do: O além do amor…Era mais do que O sentir, e ultrapassava qualquer fronteira sensitiva e compreendida.

        O líquido da vida deslizava no ritmo escaldante de cada instante: “Há felicidade para sempre..- afirmam as estrelas. Os  dias renasciam a eternidade, e as noites levavam a intensidade mais profunda…Como um sopro eterno do vento.