Saída fugaz

“Há felicidade para todos mas não a mesma felicidade para cada um. “ (Assim dizia Zaratustra – Nietzsche)

    O imperativo negativo dominou, corria sem para, não estava fugindo de nada apenas dela mesma. Sua identidade estava sendo roubada, aquele gerúndio foi interrompido por o futuro do pretérito, aquele modo verbal que constituía lentamente. Uma graça invadia as vísceras sólidas, estava numa liberdade semi-condicional, pois dentro dali jazia  o medo que ainda era o maior aliado da insegurança. Essa instabilidade era uma base frágil e invisível que a envolvia. Essa outra face foi ignorada, a voz aguda e grandiosa destilava a integridade que fora injustamente omitida. Todos ali eram artista, aquela cenário atípico e sinuoso fazia parte e completava ou conectava com sua própria melodia interior.

    Tinha certeza era ela mesma, nada impedia essa força devorado. Enquanto sua imaginação recriava velhos e recentes conceitos, flutuava incondicionalmente na sintonia dos pensamentos sentidos. O conhecimento e todas outras  fontes de sabedoria  transmitem são virtudes, não podem ser vista como uma forma maléfica de dominar o mundo e à todos.

    Na transparência da vida líquida estava escrito nitidamente, a expressão mediante ao conceito da felicidade segundo o filósofo Kant: “É um ideal não da razão, mas da imaginação.”

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Perto da liberdade

     Numa textura fina, transparente, insólita e  permeável, descobrira que tinha necessidade. Essa consistência (des)categorizante não era um símbolo, muito menos uma simplória sensação momentânea  de algo hipoteticamente irreal, ou que perambulava nas ondas intangíveis de  retalhadas invenções. Essa existência indeterminada, era uma força que percorria às vísceras, que bruscamente exclamavam  os reflexos coloridos disseminando e  montando um espaço caótico, em que o tempo era a respiração; o ato involuntário e vital dentro de compartilhamentos em que vários objetos atuavam. O tempo não é uma ordem cronológica de números, dentro do seus milênios, séculos, décadas, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos(…). Pelo menos ali, o tempo é desclassificado como o mestre e manipulador do destino tanto individual quanto coletivo. Talvez fora inventado a partir de um ideal frustado,  que ambicionava ter o controle da vida e suas respectivas ações, reações, consequências, qualquer coisa que permeia essa natureza. Ou então, está relacionado com a segurança e a ordem do individuo em sociedade. Estava explícita aquela cadeia sucessiva de números que prendiam num ciclo. O sentido não é apenas esse fragmento controverso ao significado do tempo.

     Alguns registros faziam um possível sentido. Através daquela linguagem, construía um idioma que apenas aquela pequena civilização compreendia e sobrevivia. Que desgosto, não vive para sobreviver, mas para sentir e abstrair a totalidade da essência indefinível da vida. Numa busca incessante pela o ideal universal: a felicidade. Tinha outra certeza tudo que admirava não havia uma definição. Talvez esse mistério, fosse o estado de Graça em que mantinha-se vivo nas fissuras do incógnito. Estava cada vez mais perto da liberdade…Dela fazia sua prisão.