Será que todos tem direito à vida?

O sol iluminou aquele lugar

Eles eram únicos que sabiam amar,

eram desprovido de racionalidade e,

mas isso que trazia sua total liberdade.

Isto que era dignidade…

No entanto, os malfeitores tinham uma meta…

Acabar com toda aquela felicidade,

Depois de uma enorme carnificina

Daquele momento em diante o sol não raiava mais.

A noite prevalece como silêncio assombroso,

Os seres humanos conseguiam mais uma vez,

extinguirem todos os animais, talvez..

Eles renasçam e nos ensinam a viver dignamente

TODOS TEM DIREITO À VIDA DIGNA!!!

No entanto, isto não se aplica..

As galinhas gorduchas, as majestosas vacas e bois

Coloridas e esbeltas araras, capivaras e  outros pássaros e animais,

que viviam depois da morte,

onde não havia outro norte

Além de amar perpetuamente…

Os sem-vidas: O soneto da extinção I

Qual é sua identidade?

Cadê a liberdade?

Não existe mais igualdade, que triste esta sociedade!

Correndo contra o fluxo 

Em becos e bueiros sujos,

Quanta destruição e perdição.

A única salvação é o amor…

Mas tudo que sentimos é dor, 

O mundo da lamentação, o tempo eterno é uma ilusão.

O presente morreu, onde o futuro desapareceu 

O segundo da vida, é um adeus beijado pela insônia do tempo:

-Da ausência da vida, 

Vazio, fazia muito frio naquele momento

Não havia mais pensamento.

Parte I- Disfarce com fumaças

         Os sinos batiam tenebrosamente na noite solitária e sombria, ecoava naquele vazio as dores eternas que corroía no grosso da pele. Aquele som era uma explosão que desfragmentava qualquer possibilidade de sonho. Vinte anos, ano da morte, o quarto sujo lotado de mofo produzido pelo sofrimento inato daquela vida que estava apodrecendo. O tempo estava acabando, não tinha mais escolha. A única saída seria a visita do incógnito. Virá a face invisível da morte, ela rugiu ao teu lado, ela vivia sempre ao lado dela.

     Ninguém sabia apenas ela, a morte é que trazia vida e trará o restos dos seus dias. Antes que tudo acabar, precisava dizer adeus à alguém, mas não havia uma única pessoa que sentisse falta. Preferia morrer sozinha, na escuridão não necessitava de falso consolo. Sentia-se embrigada pelas próprias perversas e sangrentas reminiscências, todas estavam misturadas numa gosma indecifrável. Nada sabia, que consciência vaga era aquela, que não havia autoconhecimento da existência, estava dentro de uma farsa. Nada daquilo existia, era unas das mais ardentes de todas as alucinações que já teve.

– Será somente um delírio? – perfurou o racionalismo

-Antes do dia acabar…- disse com sarcasmo a loucura 

-Saberás 

     Perambulava dentro de si e nestes vários novelos fincados dentro do seu cérebro, coração alma vazia. Fora faz muito tempo roubada, e perdia-se próximo a lugar nenhum, lá vivia uma civilização instigante e ainda insondável por todos, exceto por aquela mente que pensava demais e nada disto fazia sentido conciso e consistência. Não era mais sólido, nem líquido, estava no estado gasoso que evaporara no ar sem deixar vestígio algum. Não havia nada ali, apenas o mesmo vazio branco e um papel escrito por lágrimas:

     “Agora, pelo contrário, ei-lo que se encontrava mergulhado numa brancura tão luminosa, tão total, que devorava, mais do que absorvia , não só cores , mas as próprias coisas e seres , tornando-os, por essa maneira, duplamente invisíveis.” (Ensaio sobre a cegueira, José Saramago, 16)

-Será o fim ? – uma voz desconhecia diz

-Não, já fora o fim faz muito tempo. Isto agora é início de outra vida. Está apenas no começo da minha história…Mesmo sem saber que sou. Ninguém sabe mesmo conceituar a identidade. Talvez eu seja apenas uma existência dotada de vida. Este é meu começo…