Suspiro da alma

amor vomitado editado

Parceria com Bianca GetWhite

     Lentamente, tudo foi descoberto e descobriu um longo manto que escondia muitas faíscas de vida. Quando viu tudo aquilo, sentia uma serenata de vazio que libertou vagarosamente duas almas que eram dignas e límpidas. E para a maior de todas as incógnitas, uma resposta surgiu: A verdade! A verdade!, que talvez não fosse o que esperavam. A verdade, que no fundo as magoava, no entanto,  a única que poderia libertá-las daquilo que as aprisionava com força da cárcere da ilusões.

     O hino da verdade declarou de uma forma tão acentuada e profunda e agora dentro daquelas vidas estavam livres de todo o sofrimento e maldição da luxúria dos desejos. Pois dentro de cada alma guardava com ansiedade a busca inacabada que tinham em suas mentes. Diante daquela perplexidade, saberia que em outro lugar mais puro e honesto encontraria a felicidade, amor, dignidade, vida plena tudo em cima do solo da humanização realística.

      Dentro de suas corajosas virtuosas e suas nobrezas de caráter não havia deixado que a tempestade de águas podres levasse sua fé e todas essas nuances que destacavam em suas trajetórias. A podridão tentou contaminá-la, mas as suas purezas e brilhos reluzentes eram mais fortes que qualquer treva que a tentasse tocar.

     Naquelas profundezas, navegavam sua liberdade tão salvadora e magnífica que encaminhava novos horizontes que cresciam dentro do âmago da integridade daquelas vidas. Por detrás daquilo tudo havia alguém que estava descontente, todavia elas não teriam capacidade de perdoa-lo. Entretanto, apenas o divino e a verdadeira luz poderia tirá-lo do tormento.

     Vozes sibilaram  ao vento:

      Não queremos mais suas desculpas, essas gosmentas palavras que só faz mal. Deixa-nos em paz, pois estaremos buscando tudo aquilo que você não foi capaz de conceber. Tuas desculpas, tuas explicações, ofensas e agressões, nada mais faz efeito em nós. Tuas palavras são jogadas ao vento como folha secas.”

      “Retorne para sua utomentira. Pois agora só restou o esquecimento.”

      Agora, já era outono novamente a estação favorita delas, porque todos os sofrimentos foram esquecidos e se perderam na ventania. Nada muda o passado, por isso aproveite o seu presente serenamente e com sua dignidade intacta. Estavam caminhando juntas para longe de qualquer perigo e ilusão e a cada passo esmagava uma folha seca que se queimou pelo impacto do tempo. Em cima daquela trilha deixava suas pegadas que marcavam o solo úmido e a cada pisada estavam em busca, integralmente, de viver uma vida pura, sincera e humana. Lá no fim da estrada tinham chegado em uma paz humanamente sábia e verdadeira que eram comprovados por fatos e ações.

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