Passagens das folhas

Em meados de algum tempo

renascia um campo de novas flores

que exalavam por meio de suas cores

a natureza confortante daquelas memórias.

Aquele ano foi repleto de realizações e transformações,

pois uma linda borboleta branca se tornou

um arco-íris compostas de cintilantes de realidade.

Estava cada vez mais perto de seus mais preciosos objetivos

que seria completar mais um ano inovador com novos desafios

e conquistas.

Cada momento humanizado estava eternamente

guardando dentro de si.

Em contrapartida, aqueles que tentaram destruí-la

foi esquecido para sempre.

Agora é tempo de celebrar o novo sol das realizações.

      As reminiscências daquele ano foram desfolhadas com o outono, plenamente, feliz e recolhidas dentro do passado-presente. Enquanto esperava apreensiva para seus novos caminhos. Naquele instantes, todas as suas pedras se transformaram em uma ponte para construir seus novos sonhos-realísticos.

   “Que venha mais um ano leve como vento sábio como a verdade e aquecido pelo amor humano.”

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Sem sentidos

     Sentindo intensamente o licor profundo de todas as coisas desconhecidas. Estava correndo perigo, na realidade caminhava juntamente com os riscos que invadiam. A vida estava desnuda, e coberta por um miragem caótica de utopias e distopias. Todas as linhas e entrelinhas construíam múltiplas coisas que levavam para algum lugar. Naquele instante seu único desejo era conhecer o âmago da vida, não sabia exatamente onde estava escondido. Como que seria esta face cintilante que romperia o crepúsculo  amargo e insosso que rudemente engasgava as manhãs.

     Sutilmente estava rasgado todos aqueles papéis inacabados e mal-feitos de breves histórias sem capítulos, todas  sendo extinguida justamente. Chega da não-vida, tinha sede da vitaliza e misteriosa vida verdadeira que visitava todas as noites. Era uma surreal explosão que misturava vários sentimentos, pensamentos, emoções, idealizações, cada um dentro de seus respectivo sonho. Estavam disseminados nas constelações daquele inspirador céu, ou era o inferno. Não havia maniqueísmo, tudo estava fundido dentro de uma única coisa, ainda indefinido, não importava o conceito somente a existência e sua consistência, que perfurava o mais fundo do âmago de tudo que sentia presença vitaliza.

     Aquele paradoxo era o centro do sentido e de sua integridade, tudo dispunha desta palavra de teor enigmático e aguçador.  Tudo estava movimentando-se fugazmente não tinha uma perspectiva melhor do que viver através da pupila do sonho. Descobrira que o maior segredo da vida era que esta era realmente um sonho autêntico, que desenvolvemos ao longo de nossa indeterminada caminhada.

     Dentro todas as coisas e (des)coisas existia o momento, o agora, o presente, tudo estava aliado neste ponto.  Dali, construía e (des)contruía a existência mais importante  que era a própria vida. Aquelas almas eram vista nestas noites ousadas que pousavam suas essências maviosamente místicas. Não precisa de sentido para sentir estas ressonâncias, somente sentir. Não há visão, audição, olfato, paladar e tato melhor do que sinceridade de um intenso e profundo sentimento. Não há verdade mais suprema do que isto. Estava vivendo perniciosa as curvas delinquentes da vida.

Atravessando…


     “Na há necessidade de provar, essa indefinição invade toda alma. Essa linguagem em que traduzo minhas pequenas partes expandem-se, em que o corpo flutua numa sutileza. Encontro-me no plano sonhador, uma ânsia fugaz de realizar todo essa impulsão que pode traduzir pedaços da vida: o sonho. Nesse desespero, luto juntamente com tempo em várias idealizações do  futuro, lugar onde me afogo, espero que não seja um futuro- imperfeito. Estou fatigada de saber que esse tempo inexiste, vivemos somente o aqui e o agora. Em que  espaço,  tempo,  contexto, vida, sociedade,  densidade encontro-me? Nesses vários meios com inúmeras perguntas e simultaneamente múltiplas respostas. São palavras, vocábulos, expressões, sentimentos, pensamentos, tudo envolve como uma ponte para outro espaço. Estou atravessando(…) .”

     Naquela instante, ela esquivou-se e percebe que estava sendo criada, não via mais um futuro imperfeito, estava dentro de um gerúndio. Essa continuidade movimentava cada parte em que cada partícula celular era criada no instante, até mesmo o pensamento e suas supostas ideologias que alimentam uma fé, uma crença ainda caótica que delineava lentamente as forças do coração. Aquela impulsão era o significado para tudo que girava dentro e fora de si.

     Num instante vivia a vida eterna. Num instante tudo acaba-se…Num instante ama-se… Num instante sente-se, nasce, cresce, morre. Mas como dizia aquela verdade inventada o instante é a face da eternidade. Pois, isso define a plenitude do presente. As coisas podem diminuir ou aumentar, não importa os advérbios que modificam todos os verbos que caracterizam as ações, reações, fatos, circunstâncias da vida. Sempre permaneceriam vivas, desconhecias a substância que mantinha isso, naquele momento estava transcendendo. Via no céu o infinito de idealizações que denotam constelações ofuscadas pela turbulência de ideais, sentimentos e sensações. Onde nem mesmo um vocábulo, uma palavra, na linguística nem os substantivos podiam descrever e discernir. Nesse plano achou um paradoxo, e nessa insignificação encontrava um significado. A solução era paradoxal.

Palavras tácitas

      Numa atmosfera singela e tocante ocorreu uma história complexa de ser contada. Nenhuma mente recordava os detalhes e as nuances que preenchiam e rodeavam as curvas daquele destino. Numa sintonia em que vivia um sonho realista. Tudo fora declarado, estava cada vez mais perto das realizações. Às vezes uma utopia descadeava e fortalecia alguns horizontes,  onde algumas luzes de incertezas acendiam. Sabia que o futuro é incerto, isso é pelo fato de apenas viver o presente. Mas essa não era questão, algo almejava dentro daquela psicologia, em que sempre esperavam um momento da grandiosa e impulsiva inspiração de viver.

      Alguma voz escondida no âmago indeterminado dizia com exatidão: “Tudo conectam-se e sua história apenas começou…” Em poucas palavras que perfurava o silêncio, nessa doçura retirava a réstia de pulsações noturnas. A memória estava passiva, havia esquecido de muitas recordações sofríveis. O mundo do esquecimento estavam repleto de escuridão. Onde numa placa encontrava-se escrito: Adeus a não-vida!. Agora mergulharia naquele imenso oceano que estava no pretérito- futurístico, esse tempo que distinguia viver. Mesmo que em breves momentaneidades esta seja constituída numa maresia rala

      Nada mais precisava ser dito, o não-dito estava dominando na doçura de um longínquo e acalentador silêncio…

“Abençoados são os esquecidos, pois eles ficam melhores com seus mesmos erros” (Nietzsche)

 

O silêncio das reticências

     Não há discernimento para o medo, nesse momento parecia que tudo que sentia transformava num imenso mar de incertezas. Estava sentido uma alma enfraquecida à mercê do demito medo. Dentro daquele ar repleto de expectativas  e desejos foi interrompido por esse sentimento ainda tão misterioso, que ainda privava de viver o instante. O desconhecido estava ali aproximando-se, mas logo repudiava-se.

     Ainda não sabia dizer quais seriam os motivadores. Tinha certeza de que algo estava sempre fadado e explícito dentro de algum lugar indeterminado por mim, a palavra, mas sabia que era a envelhecida incerteza. Nesse supremo momento desperta sem que os olhos vejam e o coração sente, um pensamento que seria libertador ou talvez até salvador… Ela reflete: “Aquela incerteza é sina que compunha sua essência era chave de tudo aquilo, pois o desconhecido é o estímulo mais forte que há na vida. O que seria desse imenso enigma se não fosse a vontade insaciável de querer saber, mas o mais sátiro disso tudo, que nunca passaremos de seres ignorantes. Que  faremos  da nossa ignorância um santo remédio para amenizar os erros que deparamos. Mas outra questão: O que é certo? Não quero sua definição, nem entendimento, novamente caio na relatividade.

     Quantas indagações não havia uma sequência tudo estava despedaçados em algum lugar tão longe dali, mas contraditoriamente próximo. Vivia esse intermédio, fugia e engolia a realidade, ou era engolida por esta. O onírico e o real estavam aliados. Como as coisas eram complexas ao entendimento, tanto que estavam afetando os sentimentos.

     Um pulsar tão indescritível estava lá, mas ainda nada havia nascido. Estava tudo tão confuso e desordenado. Que perdia-se com tão exatidão e campimento dentro da incerteza, que decidiu que faria dela o seu destino. Não importava mais de que consistência seria, estava seguindo os embalos dos sinos tocarem. Ainda não sabia que melodia seria tocada, nem que sentimento seria o maestro. Descobrirá de súbito que existia uma outra certeza,  essa era que tinha pleno conhecimento de está participando de uma orquestra. Todo vez ao despertar, viver, quando dormir sempre tocará uma música que retalhará uma fagulha de algo inovador, o grande e demito desconhecido.

     Um dia ela aprenderá enfrenta o medo. Se não conseguir não importa, pois não há como mudar a própria natureza do seu ser. Depois disso, adormecerá serena, estava absolvida por si própria. Onde eu, a palavra, diz: “Mato aquilo que estava devorando o âmago, e eternizo na minha própria memória a vida de tudo que a cercava .”

    Por enquanto o silêncio eram as notas melódicas daquele hoje, daquele ontem, de algum amanhã que nascia da incerteza e viva na eternidade das reticências. Escrito em algum lugar no meu daquele turbilhão, estava:
“(…) Leve-me para algum lugar longe da realidade. E depois traga-me de volta. A minha sobrevivência é sonhar, permite-me a isso. “

     Não poderia mais de priva-lá à viver a intensidade e plenitude de cada instante. Tenha de mim, a palavra, o seu domínio com a liberdade e as soluções dos seus problemas. Digo com veemência não deixe demais no futuro, se não esquecerá de viver o único tempo que permanente: O presente.